A aproximação cada vez mais frequente entre pessoas e animais silvestres em parques e áreas verdes de Goiânia tem preocupado autoridades de saúde. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram que, somente em 2025, foram registradas 54 ocorrências envolvendo macacos, incluindo mordidas, arranhões e contato com saliva. Neste ano, outras 12 notificações já foram contabilizadas.

Diante do cenário, a Prefeitura de Goiânia reforçou o alerta para que frequentadores de parques, reservas ambientais e demais espaços públicos evitem alimentar animais silvestres. Segundo a Vigilância em Zoonoses, a prática tem contribuído para modificar o comportamento natural desses animais e aumentar os episódios de interação direta com seres humanos.

De acordo com o gerente de Controle de População Animal da SMS, Anderson Cleiton, quando passam a receber alimento das pessoas, os animais deixam de buscar recursos na natureza e começam a associar a presença humana à oferta de comida.

Essa mudança de comportamento pode tornar os animais mais insistentes e favorecer situações de conflito. Em alguns casos, a frustração pela ausência de alimento ou a sensação de ameaça pode resultar em ataques.

Além dos riscos de acidentes, especialistas alertam que alimentos industrializados ou inadequados podem provocar problemas de saúde nos animais, comprometendo sua alimentação natural e sua capacidade de sobrevivência.

Risco de doenças

Outro ponto de atenção é a possibilidade de transmissão de doenças. Embora sejam frequentemente vistos como dóceis, macacos e outros mamíferos silvestres podem transmitir vírus, bactérias, fungos e parasitas por meio de mordidas, arranhões ou contato com secreções.

Por isso, a orientação é manter distância dos animais, evitar qualquer tentativa de toque ou aproximação e nunca oferecer alimentos. Também é recomendado não deixar restos de comida ou lixo espalhados em áreas de convivência, prática que acaba atraindo a fauna silvestre para locais com grande circulação de pessoas.

A Vigilância em Zoonoses também orienta que animais feridos, doentes ou excessivamente habituados à presença humana não sejam capturados ou manuseados pela população. Nessas situações, o correto é acionar equipes especializadas para o atendimento.

O que fazer em caso de ataque

Em caso de mordida, arranhão ou qualquer outro tipo de agressão envolvendo animais silvestres, a recomendação é lavar imediatamente o local atingido com água corrente e sabão por cerca de 15 minutos e procurar atendimento médico o mais rápido possível.

A avaliação profissional é importante para definir a necessidade de medidas preventivas, como vacinação antirrábica, aplicação de imunoglobulina, reforço contra o tétano ou prescrição de medicamentos, dependendo da gravidade da ocorrência.

A Diretoria de Vigilância em Zoonoses mantém atendimento permanente para orientações e notificações pelo telefone (62) 3030-4054.

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