JiveMauá assume 80% da Rota Verde em Goiás e já mira licitação da Rota do Pequi
19 julho 2026 às 16h06

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A empresa JiveMauá assume 80% do consórcio da Rota Verde, responsável pela BR-060, no trecho entre Goiânia a Rio Verde, e pela BR-452, que liga Rio Verde a Itumbiara. Além de consolidar o investimento, a companhia já observa novas oportunidades, como a futura licitação da Rota do Pequi, que consiste na BR-060, entre o trecho Goiâina-Brasília, que hoje é administrada pela Triunfo Concebra.
“Nosso objetivo aqui como JiveMauá, agora como sócia direta da Rota Verde, é possibilitar que a rodovia continue evoluindo, como tem acontecido desde o ano passado, quando saiu o processo da concessão. Estamos muito felizes em poder fazer parte de um empreendimento que entendemos ser bastante importante para toda a região do Estado de Goiás”, afirmou Diego Fonseca, sócio, CFO e COO da JiveMauá em entrevista ao Jornal Opção.
Ele disse que a entrada da gestora reforça a capacidade da concessionária em cumprir os compromissos assumidos com usuários e reguladores. “Para a rodovia em si não muda. Pelo contrário, só reforça e expande a capacidade dela de entregar os investimentos e o desempenho operacional necessário”, apontou.
Bernardo Guterres, também sócio da empresa, explicou o contexto da aquisição. “A JiveMauá tem como um dos core business ir atrás de investimentos que chamamos de assimétricos. Quando vimos a situação dos acionistas, numa rodovia extremamente interessante, tentamos entender os riscos e assumir esse projeto. Felizmente conseguimos fazer isso. Investimos na rodovia em dezembro de 2025 e, desde 27 de maio, temos operado firme e forte a concessão, culminando com a autorização da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) reconhecendo nossa entrada como sócio principal”, explicou.
Ele afirmou que o potencial econômico da região é grande. “O PIB de Goiás cresceu, nos últimos cinco anos, pelo menos duas vezes mais que o PIB do Brasil. Rio Verde é uma cidade pujante, berço do agronegócio, cercada de empresas ao entorno da rodovia”, disse.

Outras operações da JiveMauá
Diego Fonseca acrescentou que a empresa já possui histórico de operações financeiras e imobiliárias em Goiás e, agora, amplia sua presença no setor de infraestrutura. “Estamos bastante animados. Sabemos que outras rodovias serão em breve colocadas para novos leilões. Uma delas seria a Rota do Pequi, que conecta Brasília a Goiânia. Essa é uma das que estamos bem atentos”, apontou.
Dentre as novidades trazidas pela gestão está o pedágio eletrônico no modelo free flow, em que o motorista passa sem barreiras e paga posteriormente. “O free flow é o futuro. Ele evita filas, é mais preciso e já é difundido em outros países. Nossa rodovia será a primeira no Brasil a ser 100% eletrônica. Além disso, temos balanças instaladas sob o pavimento, que captam o peso dos caminhões com muito mais precisão”, explicou Bernardo.

“Instalamos totens de arrecadação em todos os postos de serviço e expandimos convênios com restaurantes ao longo da rodovia. A adesão ao nosso aplicativo vem crescendo cada vez mais”, completou Diego
Sobre a aceitação do sistema, Bernardo afirmou que ainda é cedo para ter um diagnóstico completo. “Mas já conseguimos evidências positivas. O aplicativo da rodovia vem subindo em número de usuários. Vamos fazer ações em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e prefeituras para educar e colher feedbacks”, disse.
“Fizemos campanhas em rádios, jornais e TV para explicar o funcionamento. A comunicação surtiu efeito positivo e estamos vendo evolução constante”, reforçou Diego
O atendimento ao usuário também foi apontado como o diferencial. “A esmagadora maior parte do trecho não tinha centros de apoio e serviço. Agora, seja em socorro médico, ocorrências mecânicas ou até focos de incêndio, já temos trabalhado bastante”, disse Diego.
Ao ser questionado sobre o futuro das cabines de pedágio, Bernardo afirmou que elas podem deixar de existir. “Em outros países já não existem mais. Isso traz menos tráfego e pedágio mais barato. No futuro veremos muito menos cabines e muito mais free flow”, explicou.
Perguntado se isso pode deixar a tarifa do pedágio mais cara, Bernardo explicou que já é praticado 18% de desconto sobre os valores. “No nosso caso, já demos um desconto de 18% em relação à tarifa ideal. Toda vez que fazemos investimentos com eficiência, isso se reverte em pedágio mais barato. A cada três anos há revisão, podendo ser para mais ou para menos. Serão cerca de R$ 4 bilhões de investimentos ao longo de 30 anos de concessão”, apontou.
“Vai depender muito do tráfego. Ainda é recente, apenas dois meses de funcionamento do free flow. Mas nosso compromisso é manter eficiência operacional e realizar todo o investimento previsto”, completou Diego.
Ele afirma que desejam expandir o investimento no Estado. “Estamos muito felizes de investir no Estado. A ideia é expandir ainda mais. Nosso interesse como JiveMauá é aumentar o relacionamento com Goiás e ampliar os investimentos na região”, finalizou Diego.
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