Israel intercepta flotilha com ajuda a Gaza e sequestra quatro brasileiros, diz organização
30 abril 2026 às 18h58

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Quatro brasileiros foram detidos por forças de Israel após a interceptação de uma flotilha humanitária que seguia em direção à Faixa de Gaza. Segundo os organizadores, a abordagem ocorreu na quarta-feira, 29, em águas internacionais próximas à ilha de Crete, na Greece. Ao todo, 175 pessoas de diversas nacionalidades teriam sido detidas.
Entre os brasileiros capturados está o ativista Thiago Ávila, que já participou de outras missões semelhantes. Também foram detidos Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério. O grupo integrava a missão da Global Sumud Flotilla, que havia partido de Catania, na Italy, com destino ao território palestino.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores israelense classificou os participantes como “provocadores profissionais” e afirmou que a ação seguiu o direito internacional. O governo sustenta que a interceptação foi necessária para evitar o rompimento do bloqueio marítimo imposto à região.
Já os organizadores da flotilha afirmam que a operação foi ilegal e acusam Israel de violar normas internacionais ao agir fora de suas águas territoriais. Segundo a entidade, houve uso de força, danos a embarcações e bloqueio de sistemas de comunicação durante a abordagem.
De acordo com o governo israelense, os detidos foram levados para o porto de Ashdod, no sul do país. A organização, por outro lado, afirma que os ativistas poderiam ser transferidos para a Grécia. Até o momento, não há informações atualizadas sobre o estado de saúde dos brasileiros.
A ação provocou reações internacionais. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, pediu a libertação imediata de cidadãos italianos. Já os governos da Alemanha e da Itália divulgaram nota conjunta defendendo respeito ao direito internacional e alertando para o risco de escalada diplomática.
A flotilha reunia cerca de 30 embarcações com mais de 180 ativistas. Parte dos participantes conseguiu evitar a interceptação ao entrar em águas territoriais gregas.
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