Internautas fazem piada da polêmica em torno de painel no Oscar Niemeyer

Montagens surgiram nas redes sociais após serem feitas críticas ao trabalho dos designers goianos

A polêmica em torno do painel dos artistas goianos do estúdio Bicicleta Sem Freio, instalado em uma parede do Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), acabou virando piada nas redes sociais. Após críticas ao conceito do projeto idealizado para o Festival Bananada, usuários fizeram montagens tirando sarro da discussão.

Em um deles, em vez do trabalho do Bicicleta, colocaram um trabalho do controverso Romero Britto com a justificativa de que “agradaria” mais a sociedade goiana. Em outro, “instalaram” uma imagem da webcelebridade Inês Brasil.

Brincadeiras à parte, usuários têm saído em defesa do painel, justificando que é, sim, uma expressão de arte e que não altera a “história” do CCON, como alguns têm questionado. Na imagem abaixo, que também viralizou nas redes sociais, é possível ver um castelo de mais de 800 anos, coberto de “arte urbana”.

castelo

25 respostas para “Internautas fazem piada da polêmica em torno de painel no Oscar Niemeyer”

  1. Avatar Epaminondas disse:

    O argumento que dá valor a pixação (ou grafite, achando que ao mudar o nome empresta bom gosto) é que pintaram alguma ruína europeia.

    Um castelo de 800 anos com “arte urbana” continua tão feio quando os tapumes que as empreiteiras “dão” aos “artistas urbanos”, para pagarem de investidores em cultura, quando só estão economizando a tinta branca que teriam que dispor de tempos em tempos para manter o tapume.

    • Avatar Hórus Medeiros disse:

      o seu feio não é o feio dos outros… mais uma dessas pessoas que se tomam como parâmetro pra falar de tudo no mundo!

      • Avatar Epaminondas disse:

        Posso aceitar que interpretações de obras de artes são subjetivas. Mas estética, não. Estética não é sobre aparência, é sobre conceitos que se integram, que tem começo, meio e fim, que estão ali dizendo alguma coisa. Hieronymus Bosch tem pinturas de cenários horríveis mas que ninguém ousa dizer que são feias. Há uma composição. Há um trabalho. Há um conceito por detrás de cada obra.

        Quando vejo um grafite, eu só vejo que alguém que matou as últimas aulas do curso de desenho. E pior, repisa o que conseguiu aprender a desenhar grafite após grafite.

        Pessoal que gosta de dizer que grafite é arte geralmente só estão relacionando os defeitos da obra com características de determinadas escolas artísticas, então portanto, é arte. Primitivismo com surrealismo não é uma fusão de correntes. É só o cara que não sabe desenhar mesmo.

    • Você é um daqueles defensores das cidades cinza que já tanto foram discutidas? Tudo bem, não me importo! Agora, falar que arte urbana é “feia”, você já tá indo longe demais. Arte é arte! Não tem que ser bonita ou não. Arte não agrada a todos. É o mesmo que alguém achar o quadro da Monalisa de Picasso feio. Beleza, acha, mas nunca vai conseguir comprá-lo. A arte não está ai pra ser julgada e sim admirada. Uns admiram, outros não… Paciência!

      • Avatar mdollis disse:

        a Monalisa foi pintada por Leonardo da Vinci, quase 400 anos antes de Pablo Picasso nascer….

        Que confusão vc fez, heim !

      • kkkkkk isso isso, desculpe. Confundi aqui. Obrigado pela correção :D

      • Avatar Epaminondas disse:

        Sinceramente, mesmo que as cidades fossem tão cinzas como “os manos” dizem que são para justificar aqueles paineis grotescos, olha, eu ainda prefiriria o cinza.

        Pessoal pinta uma coisa grotesca e aparecendo gente dizendo que é arte, é expressão de marginalizados, é qualquer coisa. Só que lamento, não há elementos estéticos. Não há composição. Não há ritmo. Não há paleta. Não há conceito. Não há mensagem.

        Nem vou me deter no “Monalisa de Picasso”. Isto mostra o quanto você entende de arte para defender algo como tal. Realmente não posso ter nem a Monalisa nem um Picasso, por serem obras de arte inestimáveis e que passou pela prova dos anos.

        Enquanto seu estimado grafite, só dura até a próxima demão.

      • Ok ok. Falhei na Monalisa de Picasso, beleza. Sou obrigado a concordar com você que o grafite “que eu tanto estimo” (Não sei de onde tirou isso) só vai durar até a próxima demão, ok. Mas você dizer que aquilo não é arte, seria o mesmo que eu, que não gosto de Romero Britto, dizer que ele não é um artista. Não é? Mesmo odiando o que ele produz sou obrigado a aceitar que ele marcou seu nome na cultura Pop Art. Ele é um novo Andy Warhol que mesmo não tendo produzido nada novo, foi considerado o Papa da Pop Art. Como não lembrar das Sopas Campbell imortalizadas por ele ou as garrafas da Coca Cola pintadas por ele? Agora dizer que o que Warhol fez não foi arte? Não tenho o direito de dizer isso mesmo que ele não tenha feito nada novo. Agora, se só porque você não gosta, ou não vê expressão no que é produzido, julgar que “o grafite” não é arte, você está redondamente enganado.
        PS.: Confundi o nome do autor da peça (Monalisa), ok. Mas dizer que não entendo nada de arte por causa disso? Vamos lá, companheiro. Você às vezes confundir o nome de um amigo com quem lida todos os dias não te deixará ser julgado por alguém que não sabe o seu nome. Isso só, não define o quanto eu entendo de arte ou não, se é que esse “entendimento” é quantitativo. O mesmo se aplica a saber ou acabar confundindo uma única vez o nome de um autor de uma peça. Mas cara, eu respeito sua opinião. Meu pai tem 63 anos e pensa igualzinho a você. Ele prefere as cidades cinzas do que arte urbana ou intervenções urbanas autorizadas (há diferença entre elas). Se mantendo o respeito nós pelo menos seguimos com um diálogo voltado pra busca de conhecimento e não nos deixamos ser usados numa discussão alimentada por ataques.

      • Avatar Epaminondas disse:

        Qualquer um pode esquecer ou confundir nomes. Mas seu lapso pesou no ridículo de dois nomes tão conhecidos.

        Se seu pai de 63 anos aprecia cidades cinzas, leve-o ao oculista: Deve ser daltonismo. Cidades tem cor, independente dos grafiteiros. Às vezes as cidades até ousam serem brancas, mas por pouco tempo: Isto agride o desejo de expressar-se artisticamente de alguns.

        Andy Warhol marcou seu nome na história da arte justamente ao misturar com o pop. Isto foi inovador. Romero Britto não inovou patavina. Pinta o mesmo monotema há anos. Ninguém com senso estético reconhece aquilo. Passa por arte só para quem tem baixos critérios ou está mais preocupando em reconhecê-lo como “artista brasileiro” do que “artista”.

      • Cidade-cinza é o nome dado às cidades cuja administração é contra qualquer intervenção artística urbana. Não gosto de Romero Britto, mas seu discurso se aassemelha com o daqueles que tem o ego inflado e acham que sabem tudo. O seu entendimento por arte está bem errado. Encerro a discussão por aqui.

      • Avatar Epaminondas disse:

        Traduzindo seu argumento: “ESTOU CERTO VOCÊ NÃO LALALÁ NÃO ESCUTO NADA LALALÁ”

    • Avatar André disse:

      Epaminondas, grafite é uma coisa, pixação é outra. Para começo de conversa.

      • Avatar Epaminondas disse:

        Ambos são grotescos; ambos estão em muros; ambos nos obrigam a olhar. O fato de uma se pleitar como arte não quer dizer que tem algum senso estético por detrás.

        O grafite ainda se apoia a outra coisa dita arte, o hip-hop. Se retirar toda a coisa de “expressão de jovens estigmatizados”, o que sobra do hip-hop não se sustenta como música; assim como se tirar o monotema “expressão urbana” do grafite, não se sustenta como arte.

        São duas coisas chatas. Mas pelo menos eu sou pouco exposto ao hip-hop — salvo quando um carro tunado me importuna no trânsito tocando aquela latomia. Já o grafite, sou exposto.

      • Avatar カルバリョ ファビオ disse:

        um cara que usa de foto de perfil o coisa, uma das figuras mais grotescas da marvel vem falar de arte grotesca?
        cuidado pra nao pisar no rabo flor

      • Avatar Epaminondas disse:

        A diferença é que não estou pleiteando fazer arte com meu avatar.

    • Avatar Lorrane Anastacio disse:

      Feio é você não saber a diferença entre grafite e pixação, arte e vandalismo! Faça me o favor de ir estudar um pouco da História da Arte antes de lançar ao vento palavras que demonstram tamanha ignorância!

      • Avatar Epaminondas disse:

        A velha definição aonde se não tem autorização, é pixação; Se tem autorização, é arte!

        Lamento por minha ignorância, mas já que você menciona, quais momentos da “história da arte” endossa o grafite? Por favor, mencione afrescos ou muralistas, para eu poder dar uma lavada sobre diferenças estéticas destes movimentos com os “manos” que a galera acha que é arte e somos obrigados a ver.

      • Epaminondas, meu professor de história da arte que é mestre pela Universidade Federal de Goiás me disse numa aula ontem a noite a seguinte frase: “Grafite não é arte urbana. Ser tem autorização pra ser feito deixa de ser arte urbana. A arte urbana requer que seja algo ilegal, marginalizado. Tá intrínseco na cultura das ruas”. Creio que você esteja errado.

      • Avatar Epaminondas disse:

        Então o apelo da “arte urbana” não é estético, é contraventor.

        Logo, se seu mestre em arte pela UFG merece mérito, grafite e pixação são as mesmíssima coisas.

        Se alguém aqui ainda acha que pixação é uma coisa e grafite é arte…

    • Avatar mdollis disse:

      O resultado geral da técnica chamada grafite, não me agrada esteticamente. Acho feio mesmo, e pra mim é poluição visual.

      Antes q alguem insinue, eu realmente prefiro cidades cinzas.

      Mas esta é a minha opinião pessoal, baseada no meu senso estético. E como é muito raro o meu gosto bater com o da maioria, não acho isso o maior dos absurdos.

      Porpem o fato de eu não gostar desta estética não tira o carater artistico do trabalho. Muitas outras técnicas, são pra mim piores do q o grafite, mas como ja estão consagradas ha mais tempo, são classicas e inquestionáveis.

    • Avatar カルバリョ ファビオ disse:

      tá, e Epaminondas é um nome bonito?

  2. Avatar Movieonweekend disse:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk a montagem da inês é minha
    você tenta ser zoeiro na internet e sai no jornal :O

  3. Avatar Bruno Ranieri Oliveira disse:

    Admiro bastante o trabalho desses caras, agora se é pra intervir pq nao fazemos diversos painéis artísticos nas obras do Niemeyer lá em Brasilia, ou em outras obras de arquitetura moderna brasileira? ja até imaginei, as torres do congresso, com seu traço extremamente purista, “enfeitado” com um painel belíssimo cheio de cores vivas e brilhantes, ficaria o máximo não acham? Poderíamos até substituir os painéis de Paulo Werneck e Cândido Portinari, que já se encontram “antigos e ultrapassados”,nos principais edifícios modernos brasileiros, por obras mais contemporâneas e cheias de vida como essa. Só acho o seguinte, apesar de belo e de uma qualidade estética extremamente apurada, o painel em nada conversa com os conceitos de arquitetura moderna da obra arquitetônica de Niemeyer. Se alguém já viu um painel assim em um edifício moderno que atire a primeira pedra.

  4. Avatar Marcelo disse:

    Haha, muito boa essa polemica toda, Bicicleta Sem Freio vai crescer muito mais depois dessa, bando de artistas frustados que se encontram aqui nesses comentários, já perceberam que eles usam pinceis??? já que na cabeça ignorante de vocês exista uma diferença tão enorme assim entre o uso de materiais, a e o melhor os caras nem se intitulam “GRAFFITEIRO ´´ http://bicicletasemfreio.com/sobre/ pesquisa antes de julgar, seus críticos da história da arte de m… , haha e até acho engraçado que exista esse curso lixo os caras praticamente nem passam pela prática.

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