Apesar da apresentação do nome do ex-deputado Luis Cesar Bueno para a disputa pelo Palácio das Esmeraldas, feita pelo PT no último dia 8, partidos aliados e integrantes da própria legenda ainda apontam morosidade no processo de definição da chapa que vai concorrer ao governo de Goiás em outubro.

Ainda não há data para o lançamento da pré-campanha. Além disso, o nome de Bueno precisa passar pelas convenções dos partidos que integram a federação formada por PT, PCdoB e PV, além das demais siglas de esquerda que devem compor o grupo.

O principal nome de peso do PT em Goiás, a deputada federal e presidente estadual da legenda, Adriana Accorsi, rechaçou a possibilidade de disputar o governo. A ideia de aliados que defendiam o nome da parlamentar para o posto era fortalecer o palanque do presidente Lula no Estado e ampliar o desempenho registrado em 2022, quando o petista recebeu 1.542.115 votos em Goiás no segundo turno. Accorsi, no entanto, prefere disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

O Jornal Opção mostrou, há alguns meses, que integrantes do PT chegaram a procurar o ex-governador Marconi Perillo para discutir uma eventual aliança, em movimento semelhante ao que já havia sido tentado em 2018. As conversas, porém, não avançaram para uma composição no primeiro turno.

Corrida pelo Senado

Os partidos de esquerda também já apresentaram alguns dos nomes que podem disputar uma das duas vagas ao Senado neste ano. Isaura Lemos, do PSB, é pré-candidata avulsa a senadora na aliança com o PT, assim como Aldo Arantes, do PCdoB. Também estão no páreo Carlos Mundim, do PDT; Cíntia Dias, do PSD; e Ricardo Dias, do PV.

Enquanto isso, o governador Daniel Vilela, do MDB, que assumiu o governo em 31 de março, lidera a disputa pelo governo. Segundo pesquisa Quaest divulgada pelo Jornal Opção, Daniel aparece com 33% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo, do PSDB, com 21%, e pelo senador Wilder Morais, do PL, com 9%. No mesmo levantamento, Adriana Accorsi ainda aparecia com 10%, antes da consolidação de Luis Cesar Bueno como nome apresentado pelo PT.

Marconi, que governou Goiás por quatro mandatos, tenta se colocar como principal adversário de Daniel Vilela, mas enfrenta o desafio de renovar o próprio discurso após décadas de protagonismo na política estadual. Wilder, por sua vez, busca viabilizar uma candidatura pelo PL em meio a dificuldades de tração nas pesquisas e ruídos internos no partido.

Daniel, além de liderar as sondagens, conta com uma base ampla na disputa pelo Senado. Entre os nomes do grupo governista estão a ex-primeira-dama Gracinha Caiado, do União Brasil, que lidera as pesquisas para o Senado, e o senador Vanderlan Cardoso, do PSD, que busca a reeleição.

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