Ídolo colombiano Freddy Rincón morre aos 55 anos

Ex-volante que fez história na Copa do Mundo e no Corinthians estava internado desde segunda-feira, quando o veículo em que viajava foi atingido por um ônibus

Um grave acidente de carro em Cali tirou a vida de Freddy Rincón, um dos maiores jogadores da história da Colômbia que deixou seu legado na seleção nacional e no futebol brasileiro, principalmente pelas passagens no Palmeiras e no Corinthians. Aos 55 anos, ele não resistiu aos ferimentos na cabeça e teve a morte cerebral declarada nesta quarta-feira num hospital local. Natural de Buenaventura, ele deixa quatro filhos: Freddy, Sebástian, de 28 anos, jogador do Barraca Central, da Argentina, Leonardo e Maria Clara.

O carro dirigido pelo ex-meia do Corinthians e Palmeiras com vários companheiros foi atingido por um ônibus do serviço público na madrugada da última segunda-feira, 11. Com traumatismo craniano, Rincón chegou a ser operado, estava internado e não sobreviveu, informou a clínica onde o ex-jogador estava internado.
Ainda nesta quarta, Rincón não apresentou sinais de melhora e permanecia na unidade de terapia intensiva em estado muito grave. “O paciente permanece em estado crítico sob monitoramento permanente, mas sua evolução não foi favorável”, informou a Clínica Imbanaco, na cidade de Cali.

Freddy Eusébio Gustavo Rincón Valencia nasceu na cidade de Buenaventura, Colômbia, em 14 de agosto de 1966. Começou a jogar futebol no Atlético Buenaventura, clube pequeno de sua cidade natal. De lá, rumou para o Deportes Tolima e depois ganhou o mundo.

Rincón teve uma carreira vitoriosa em âmbito internacional, tendo sido o primeiro jogador colombiano a integrar o elenco do Real Madrid, na temporada de 1995/1996, depois de jogar um ano no Nápoli. Ele fez história na melhor geração do futebol colombiano, ao lado do goleiro Higuita, do atacante Asprilla, e do meio-campo Valderrama, comandados por Carlos Maturana, que conseguiu se classificar para três Copas do Mundo seguidas, em 1990, 1994 e 1998.

Bastou o primeiro Mundial, após 28 anos de ausência da Colômbia no torneio, para ele se consagrar em solo italiano. Em junho de 1990, Rincón marcou um gol histórico no Giuseppe Meazza, em Milão, diante da poderosa Alemanha Ocidental, de Klinsmann e Mathaus, que se tornaria tricampeã naquela edição. O ex-jogador é ídolo do Corinthians, no qual foi capitão e onde pendurou as chuteiras definitivamente em 2004. Rincón levantou a taça do primeiro Mundial do time paulista, em 2000.

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