Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD-Solidariedade), declarou apoio ao nome do deputado Luiz do Carmo para ocupar a vaga de vice-governador na chapa encabeçada por Daniel Vilela. A movimentação, segundo ele, integra uma articulação organizada do segmento evangélico que busca maior representatividade no Executivo estadual, e o político não escondeu sua preferência.

“Eu já declarei esse apoio. Agora, na verdade, nós estamos trabalhando estratégias para tentar, de alguma forma, ajudá-lo a chegar lá. Até porque eu entendo que o segmento evangélico tem todas as condições de ser representado pelo Luiz”.

Questionado sobre os critérios que tornam Luiz do Carmo o melhor nome para a vice-governança, Mendanha informou reconhecer a pluralidade de lideranças evangélicas aptas ao cargo, mas destacou a decisão pessoal do parlamentar como diferencial. “Eu acho que há bons nomes que estão buscando o seu espaço, como o próprio Henrique César, João Campos, Rafael Gouveia, que representa um grande ministério e está preparado, além de Simeyzon, Cairo Salim e outros nomes evangélicos que poderiam muito bem representar esse segmento”, avaliou. 

No entanto, ele ponderou: “Mas todos nós estamos buscando as nossas cadeiras, e o Luiz optou realmente por não disputar outro mandato. Ele só será candidato se for para a vice”.

Ao longo da conversa, o ex-prefeito também rebateu com críticas direcionadas à capacidade administrativa de evangélicos, atribuídas por integrantes do Fórum Empresarial. Mendanha classificou a observação como “muito infeliz” e recorreu a exemplos históricos para contrapor o argumento. “Não sei quem foi o autor, mas vale lembrar que Iris Rezende era evangélico, eu sou evangélico, Zé Garrote é evangélico, Marcelo Baiocchi é evangélico, assim como vários outros”, enumerou, citando gestões em diferentes municípios goianos.

A estratégia de Mendanha para conquistar o eleitorado evangélico, segmento que também é alvo do senador Vanderlan Cardoso, será pautada pelo diálogo. “Eu vou trabalhar e fazer aquilo que sempre fiz: dialogar. E fazer um trabalho diferente. Acho que, talvez, uma das dificuldades que o atual senador terá são algumas posições que adotou no Senado e que não agradaram boa parte da Igreja”, afirmou. Ele completou: “Eu vou me comprometer a ser diferente lá no Senado Federal”.

Por fim, ao ser questionado sobre o nome de José Mário Schreiner como outra possibilidade para a vice, Mendanha reconheceu o valor do representante do agronegócio, mas ponderou que a força numérica dos evangélicos é superior. 

“Eu acho que é um bom nome. Ele representa um segmento importante, que é o agronegócio. Mas acredito que o segmento evangélico tenha uma representatividade eleitoral muito maior. É aquela história: nem todo evangélico é produtor rural, mas há muitos produtores rurais que são evangélicos. Em termos numéricos, você tem muito mais evangélicos do que produtores rurais”, concluiu.

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