Governo pede bloqueio de 5,2 mil sites de apostas e mira aplicativos e redes sociais
29 setembro 2026 às 19h10

COMPARTILHAR
Os Ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda solicitaram a derrubada de 5.209 endereços eletrônicos ligados a apostas ilegais. Até esta terça-feira, 29, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) havia determinado o bloqueio de 2.387 desses domínios.
As ações ocorrem após a entrada em vigor da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil.
Dos endereços encaminhados para bloqueio, 1.386 foram identificados pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais, do Ministério da Justiça. Outros 3.823 foram indicados pela Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda.
Facebook e Instagram removem páginas e perfis
A fiscalização também alcançou conteúdos que divulgavam apostas irregulares ou facilitavam o acesso a elas. No Facebook, foram removidas 300 páginas. No Instagram, 90 perfis foram retirados do ar.
No Telegram, as medidas atingiram canais e grupos que reuniam mais de 1 milhão de membros e usuários.
O governo também notificou 186 aplicativos para retirada das lojas da Apple e do Google. O prazo estabelecido termina em 6 de outubro.
Plataformas são notificadas a retirar publicidade
Google, Meta, YouTube, X, Telegram, TikTok, Kwai e Discord receberam notificações para remover publicidade relacionada às apostas irregulares.
O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça, iniciou ainda uma ação específica para localizar e retirar conteúdos desse tipo no TikTok.
Investigações da PF miram lavagem de dinheiro
Além das medidas no ambiente digital, a Polícia Federal investiga crimes associados ao mercado ilegal de apostas. Entre março de 2023 e agosto de 2026, foram realizadas 12 operações em estados e no Distrito Federal.
As ações somaram pelo menos 73 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão. Os pedidos de bloqueio e sequestro de bens e recursos chegaram a aproximadamente R$ 4,17 bilhões.
Entre as operações estão Narco Bet, Dark Bet, Dark Bet II, Véu de Maia, Última Aposta e Arena. As investigações apuram suspeitas de apostas ilegais, lavagem de dinheiro e outros crimes.
Leia também:
AGU pede 72 horas ao STF para se manifestar sobre restrições às bets


