Governo identifica primeiro caso da febre Oropouche em Goiás
29 abril 2026 às 10h27

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) identificou o primeiro caso da febre Oropouche em Goiás, no município de Anápolis, por um homem que apresentou sintomas compatíveis com a doença.
Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES/GO, Flúvia Amorim, o caso teria começado na última sexta-feira, 24, quando um homem adulto teria buscado atendimento com a suspeita inicial de dengue.
Com isso, amostras de sangue foram colhidas e apresentaram sinais negativos para dengue, zika e chikungunya, contudo, exames do Laboratório Estadual de Saúde Pública (Lacen-GO) verificaram a presença do arbovírus causador da febre Oropouche.
Ainda segundo a subsecretária, o paciente teria apresentado sintomas leves e evoluído para uma cura, contudo, o paciente desenvolveu recidiva (reaparecimento dos sintomas), comum em pessoas que contagiaram o microorganismo. “Como as formas de transmissão das arboviroses são parecidas, os sintomas iniciais são similares. Mas, no caso da febre Oropouche, a diferença é que ela tem uma chance de ser recidiva.”
A especialista ainda lembrou que a doença não é nova no Brasil, mas foi identificada em 1960 durante a construção da rodovia Belém-Brasília e era restrita à região amazônica. Contudo, começou a circular para o interior do país a partir de 2023 — possivelmente devido a mudanças climáticas, desmatamento e ao intenso fluxo humano.
Uma identificação da pasta após a identificação concluiu que o caso anapolino se tratava de um caso autóctone, ou seja, a transmissão ocorreu no próprio município, e não em viagem para outro local.
O arobovírus é transmitido pela picada do mosquito maruim (ou mosquito-pólvora), cientificamente chamado de Culicoides paraensis. Diferente do Aedes aegypti, esse mosquito se reproduz em matéria orgânica (folhas úmidas, restos de frutas e alimentos no solo).
Apesar disso, a pasta informa que os sintomas são muito parecidos com a dengue e podem apresentar febre, dor de cabeça intensa, dor muscular, náusea e diarreia. O principal fator diferencial é a elevada taxa de recidiva dos sintomas, que afeta até 60% dos casos com uma ou duas semanas após a melhora inicial.
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