Goiás tem 153 cidades sob risco de tempestades, granizo e ventos de até 70 km/h; chuva deve seguir até segunda
02 outubro 2026 às 16h26

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Depois de uma sequência de dias de calor intenso, o tempo começa a mudar em Goiás. A chegada de uma frente fria pela Região Sudeste deve aumentar a nebulosidade e provocar pancadas de chuva em todas as regiões do Estado entre esta sexta-feira, 2, e domingo, 4. O cenário ainda pode ser acompanhado por rajadas de vento de até 70 km/h, raios e possibilidade de granizo.
Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), 153 dos 246 municípios goianos estão sob risco de tempestades nesta sexta-feira, 4. A previsão, no entanto, não significa que a chuva será uniforme. As áreas de instabilidade devem atuar de forma irregular, fazendo com que uma cidade registre temporal enquanto outra, relativamente próxima, permaneça apenas com o céu encoberto.
Em entrevista ao Jornal Opção, o gerente do Cimehgo, André Amorim, explica que o comportamento da chuva deve ser marcado justamente pela alternância. “As chuvas vão continuar até segunda pela manhã, praticamente. Essa é intermitente. É para, volta. Você vê que hoje já está fechando de novo o tempo agora. Aí fica naquele vai, volta”, afirma.
De acordo com o meteorologista, apesar da possibilidade de períodos de chuva mais intensa, o cenário não representa uma precipitação contínua em todo o Estado. “Em alguns locais pode dar uma tempestade. A tendência é de ficar bem chuvoso”, explica.
A mudança no tempo é provocada pelo avanço da frente fria pela Região Sudeste, sistema que favorece o aumento da nebulosidade e a formação de novas áreas de instabilidade. Com isso, a chuva deve aparecer em diferentes momentos ao longo do dia e do fim de semana, com intensidade variável.
Chuva já atingiu municípios goianos
A sexta-feira, 2, começou com chuva em diferentes pontos de Goiás. Segundo os dados divulgados pelo Cimehgo durante a manhã, Britânia registrou o maior acumulado, com 44,4 milímetros. Em Mineiros, foram 39,8 milímetros. Ivolândia teve 26,4 milímetros, enquanto Iporá registrou 24 milímetros e Aragarças, 23,4 milímetros.
A expectativa é de que novas áreas de instabilidade se formem ao longo do dia. Por isso, mesmo nos locais onde a manhã começou sem chuva, o tempo pode mudar rapidamente.
Amorim afirma ainda que a característica intermitente das precipitações dificulta estabelecer uma sequência de dias efetivamente chuvosos em algumas regiões. Segundo ele, áreas que já acumulavam mais de 20 dias desde a última chuva voltaram a ter precipitação e, por isso, a contagem precisa ser reiniciada. “Como as chuvas estão sendo intermitentes, acaba que hoje nós zeramos novamente a contagem. Estava lá na região Norte com 20, 21 dias. Mas já começou a chover. Então a gente zera de novo”, explica.
O meteorologista diz, porém, que, se forem desconsideradas essas precipitações pontuais e intermitentes, o último período de chuva mais significativo em algumas localidades ocorreu há meses. “Se a gente tirasse essas chuvas intermitentes que caíram, o último dia que choveu de verdade mesmo foi abril”, afirma.
Calor deve dar trégua, mas chuva será irregular
A mudança no tempo deve aliviar as temperaturas elevadas registradas nos últimos dias. O alívio, contudo, pode ser temporário. Com a passagem do sistema, a tendência é de retorno do calor. “Sol, aí voltamos para a gravação normal. Aí calor de novo. Vamos ter que esperar novembro”, resume Amorim.
A previsão indica, portanto, um fim de semana de alternância, com períodos de céu fechado, chuva, abertura de sol e novas pancadas. Em Goiânia e nas demais regiões do Estado, a recomendação é acompanhar as atualizações meteorológicas, principalmente porque os temporais podem se formar de maneira localizada.
Além da chuva, a formação de tempestades aumenta o risco de rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo. A previsão aponta ventos de até 70 km/h em algumas áreas. Durante temporais, a recomendação é evitar ficar próximo de árvores, postes, placas, outdoors e outras estruturas que possam cair. Em caso de raios, também devem ser evitados locais abertos, piscinas, rios e lagos.
Dentro de casa, aparelhos eletrônicos podem ser retirados das tomadas, desde que isso seja feito com segurança. Já ruas alagadas não devem ser atravessadas a pé ou de carro. Mesmo quando a água parece ter pouca profundidade, a correnteza pode esconder buracos e oferecer risco de arrastar pessoas e veículos.
Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193. A Defesa Civil atende ocorrências pelo 199. Como a previsão aponta para chuvas isoladas e de comportamento irregular, a orientação é acompanhar os avisos meteorológicos durante todo o fim de semana.
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