De acordo com IBGE, alta foi puxada por aumento da gasolina e energia elétrica

Reajustes na gasolina e energia elétrica impactaram a economia em Goiânia, que teve sua maior inflação do ano no mês de julho. A taxa ficou em 0,25%. Em fevereiro, um mês antes da pandemia, o índice ficou em 0,18%, um aumento de 0,15 ponto percentual em relação ao mês anterior.

O IPCA subiu 0,10 ponto percentual de junho para julho. Em 0,36%, a taxa é a maior do mês de julho desde 2016. Neste ano, o Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 0,52%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre janeiro e julho de 2020, o indicador acumulado é de -0,91% em Goiânia. A variação nacional é 0,46%. Com isso, a capital tem a menor inflação medida pelo IPCA do país. A pressão do IPCA goianiense ocorreu pelo aumento em 0,61% do preço da gasolina e 2,18% da energia elétrica residencial. Ambos representam os maiores gastos das famílias com rendimentos entre 1 e 40 salários mínimos, conforme dados do IBGE.

INPC

O Índice Nacional de Preço ao Consumidor teve variação positiva em julho, com alta de 0,36% em Goiânia. Já no acumulado, ela permanece negativa, em 0,52% e regista a maior deflação acumulada entre todos os locais levantados pela pesquisa.

Em todo Brasil, o INPC também sumiu, com valor de 0,44% em julho e 0,80% no acumulado do ano. Essa alta foi puxada pela energia elétrica e produtos de higiene pessoal em Goiânia. A energia subiu 2,58% no preço e produtos de higiene pessoal 1,45%. Por outro lado, peças de vestuário tiveram queda de 0,94% em Goiânia, terceira menor entre os locais pesquisados.

Transportes também caiu em -0,16%, puxada pelo preço do etanol (-4,98%) e transportes por aplicativo (-11,71%). Já a gasolina teve aumento de 0,61% em julho deste ano.

Pesquisa

Os índices de IPCA e INPC são medidos pelo IBGE em Goiânia desde 1991, sendo o primeiro com foco em famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos e o INPC, família de um a cinco salários mínimos cujos chefes são assalariados.

O IBGE pesquisou regiões metropolitanas do io de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Vitória e Curitiba, além das capitais Rio Branco, São Luís, Aracaju, Brasília, Campo Grande e Goiânia.