Funerária que esperou três dias para enterrar corpo de pastor que acreditava que ressuscitaria não será punida

O religioso deixou um texto por escrito dizendo que o período fosse esperado, pois ele voltaria a vida

A Prefeitura de Goiatuba não vai mais punir a funerária que esperou três dias para enterrar corpo do pastor que disse que ressuscitaria. Segundo consta, após o caso ser analisado constatou-se que a autuação foi feita com base em uma norma que não está mais vigente.

A norma seria a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada em 2006, que determinava o tempo entre a morte e o enterro de um indivíduo não poderia ser maior que 24h. Contudo, após ser analisado, a Prefeitura viu que uma publicação no Diário Oficial da União do ano seguinte revogou a RDC, além de um novo documento que fala do translado de cadáveres não especifica esse limite dado em 2006.

A polêmica se deu, após o pastor Huber Carlos Rodrigues, que morreu no dia 22 de outubro por complicações respiratórias, ter deixado um documento dizendo que quando morresse ele ressuscitaria em 3 dias. No texto escrito em 2008, ele alega ter vivido revelações do Espírito Santo que lhe passou essa informação.

A viúva do pastor, a pastora Ana Rodrigues, pediu que o limite fosse respeitado. Segundo ela, durante os três dias que se esperou para realizar o enterro, o corpo do marido “não teve mal cheiro algum e não houve decomposição. A pele estava firme ainda. Deus cumpriu o que prometeu”.

Durante o sepultamento do pastor, centenas de pessoas acompanharam na esperança de que o pastor reviveria.

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