Francisco Jr. cobra explicação sobre dívida milionária na Saúde deixada por Iris

Candidato do PSD pediu esclarecimento à petista Adriana Accorsi sobre o secretário Fernando Machado (PMDB), na pasta desde a gestão do ex-prefeito peemedebista

O deputado estadual e prefeitável do PSD, Francisco Jr., cobrou da petista Adriana Accorsi explicações sobre uma dívida milionária deixada pelo ex-prefeito Iris Rezende (PMDB) à atual gestão do prefeito Paulo Garcia (PT) e sobre a Operação SOS Samu — que investiga pagamento de propina a funcionários do Samu para direcionamento de pacientes na capital.

Ao responder uma provocação da também deputada estadual — que disse que o pessedista queria fazer dobradinha com Vanderlan Cardoso (PSB) –, Francisco Jr. lembrou que o atual secretário de Saúde do município é do PMDB (Fernando Machado) e o mesmo de quando Iris ainda era prefeito. “A senhora tem que explicar a dobradinha PMDB-PT para desviar dinheiro da saúde”, rebateu ele.

Francisco Jr. se referiu à uma dívida que ultrapassa os R$ 300 milhões (valores atualizados), movida pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) contra o Município de Goiânia, referente ao não repasse de recursos federais da Saúde durante a última gestão do peemedebista.

Informações oficiais revelam que, entre 2007 e 2010, a gestão de Iris Rezende deixou de repassar recursos do Teto Municipal de Média e Alta Complexidade, empenhados pelo Ministério da Saúde (MS) no custeio de atividades hospitalares e serviços de saúde em geral.

Como há hospitais públicos geridos pelo governo de Goiás na capital, como o Hugo (Hospital de Urgência de Goiânia] e o HGG (Hospital Geral de Goiânia), fica a cargo da prefeitura — que é o ente que recebe o dinheiro do MS — repassar a quantia referente a tais unidades.

No entanto, fontes revelaram que a administração municipal teria deixado de fazer os repasses ao Estado por retaliação. O governo de Alcides Rodrigues (à época no PP) atrasara pagamentos e não estaria oferecendo a quantidade de leitos ideal; assim, a gestão de Iris decidiu não mais fazer o empenho obrigatório. O PMDB não confirmou tal informação.

De qualquer forma, a dívida foi deixada para a gestão do então vice-prefeito, que assumiu após Iris se descompatibilizar para disputar o governo de Goiás em 2010. Paulo Garcia tentou negociar o valor deixado, mas não conseguiu, ainda, regularizar o débito — que é alvo da disputa judicial.

Os ânimos estiveram acirrados no debate deste domingo (25/9), quando os candidatos se enfrentaram pela segunda vez na televisão. Promovido pela TV Record, o evento só não contou com a presença de Iris Rezende que, apesar de ter confirmado presença, preferiu não comparecer. Este é o oitavo debate ao qual o ex-prefeito falta.

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