Filho da princesa herdeira da Noruega é condenado a quatro anos de prisão por estupro
15 junho 2026 às 12h36

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Marius Borg Høiby, filho da princesa herdeira da Noruega, foi condenado nesta segunda-feira, 15, a quatro anos de prisão. O tribunal o considerou culpado por dois casos de estupro, embora o tenha absolvido de outras duas acusações semelhantes. O veredito encerra um capítulo tenso para o país e abala diretamente o prestígio da monarquia norueguesa.
A conta com a Justiça, no entanto, vai além dos crimes sexuais: a sentença também engloba maus-tratos frequentes contra uma ex-namorada, ameaças e crimes de trânsito. O que mais impressiona a opinião pública é o local de um dos abusos, ocorrido em 2018: a própria residência oficial de sua mãe, a princesa Mette-Marit, e do príncipe herdeiro Haakon.
Aos 29 anos, Høiby acumulava cerca de 40 acusações e corria o risco de pegar até 16 anos de reclusão. Ele, que não possui funções oficiais na corte, sempre rechaçou as denúncias mais pesadas de violência e estupro. Preso preventivamente desde fevereiro, o jovem assistiu ao veredito por videoconferência, justificando a ausência física por problemas de saúde. A Promotoria tentava uma pena bem mais dura — de sete anos e sete meses —, enquanto a defesa lutava pela absolvição total dos crimes sexuais.
O histórico do caso
O julgamento, realizado entre fevereiro e março, expôs as engrenagens de uma vida marcada pelo excesso de drogas e álcool. De acordo com o Ministério Público, os estupros aconteceram entre 2018 e 2024, quase sempre na esteira de festas intensas, com as vítimas em condições que as impediam de reagir ou consentir. Høiby admitiu ser culpado em delitos menores (como lesão corporal, ameaças e posse de entorpecentes), mas sempre jurou que nunca abusou de mulheres inconscientes.
O castelo de cartas começou a ruir em agosto de 2024, quando ele foi detido em Oslo após agredir a então namorada. A partir dali, a polícia puxou o fio de um novelo que revelou um histórico de violência física e psicológica bem mais profundo, escorado inclusive por vídeos de abusos encontrados em celulares e computadores apreendidos.
Reflexos na Coroa
Mesmo sem carregar um título real de fato, o escândalo arrastou a popularidade da família real norueguesa para os níveis mais baixos em anos.
Para piorar o cenário da corte, a crise trouxe de volta fantasmas do passado, como a antiga e incômoda proximidade da princesa Mette-Marit com o bilionário Jeffrey Epstein, entre 2011 e 2014. No meio do turbilhão, a princesa, que tem 52 anos e sofre de uma doença pulmonar crônica, viu seu estado de saúde piorar significativamente nos últimos meses.



