Falsa biomédica tem prisão preventiva revogada pela Justiça

Para juiz responsável pelo caso, soltura de Raquel Policena não trará danos ao inquérito policial

À esq., Maria José Souza: vítima não apenas do trabalho mal feito, mas de fatores que vão além do aparente; à dir., Na história, Raquel Rosa representou o instrumento de um contexto social que defende corpos perfeitos (Fotos: Reprodução/Facebook / André Sardinha/ Portal Catalão )

À esquerda, Maria José Souza; à direita. (Fotos: Reprodução/Facebook / André Sardinha/ Portal Catalão )

A falsa biomédica Raquel Policena Rosa, de 27 anos, apontada como responsável pela morte da auxiliar de leilão Maria José Medrado de Souza Brandão, de 39 anos, teve a prisão revogada pela Justiça nesta segunda-feira (24/11). Conforme investigações da Polícia Civil, a acusada teria feito aplicações de um material – identificado em um primeiro momento como hidrogel Aqualift – para aumento de nádegas em mais de 30 mulheres.

No entendimento do juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, a soltura de Raquel não trará danos ao inquérito policial, que ainda não foi finalizado. “Até o momento, a requerente colaborou com as investigações e compareceu à delegacia para ser interrogada”, justificou o magistrado.

Raquel foi detida no último dia 13. À época, a delegada responsável pelo caso, Myriam Vidal, alegou que a prisão preventiva teve como base a “defesa da ordem pública”. Conforme relatos de pacientes, a acusada estaria esperando “a poeira abaixar” para realizar novamente os procedimentos estéticos, em referência à repercussão midiática do caso.

O juiz, entretanto, sustenta justamente o oposto do que defenda a titular, isto é, que Raquel não representa uma ameaça à ordem pública. “É [réu] primária e possui bons antecedentes e residência fixa. Não há como ser mantida a medida cautelar extrema que é a prisão preventiva”, pontuou.

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