Ex-coordenador de campanha afirma que patrimônio de Flávio Bolsonaro chega a R$ 600 milhões; senador terá que declarar bens ao TSE em agosto
15 julho 2026 às 08h39

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O ex-deputado federal Julian Lemos afirmou, em entrevista a um podcast, que o patrimônio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atualmente soma R$ 600 milhões, enquanto o do irmão, Eduardo Bolsonaro, chegaria a R$ 150 milhões, contudo ele não apresentou qualquer prova documental que comprove o suposto crescimento de 353 vezes em relação a 2018.
No dia 15 de agosto o senador precisará apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua declaração de bens, oito anos depois da última eleição que disputou. A campanha de Flávio informou que ele não irá comentar as acusações.
Vale lembrar que, na eleição de 2018, Flávio declarou à Justiça possuir R$ 1,7 milhão em bens; no entanto, no terceiro ano de mandato, ele comprou uma mansão em Brasília praticamente à vista por R$ 5,97 milhões. Já Eduardo Bolsonaro declarou oficialmente à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,76 milhão nas eleições de 2022, mas, segundo o Intercept Brasil, ele mora no Texas (EUA) em uma casa avaliada em R$ 6 milhões.
Julian Lemos, que foi um dos principais aliados de Bolsonaro em 2018 e coordenou sua campanha no Nordeste, aposta que Flávio desistirá da disputa presidencial e tentará uma vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro para não perder a prerrogativa de foro. Em seu diagnóstico, a lógica familiar é que quatro anos de Lula passam rápido; se reeleito, Lula encontrará um governo endividado pelas medidas eleitoreiras adotadas, o que abriria caminho para a direita voltar ao Planalto em 2030. Lemos duvida que a família apoie Michelle Bolsonaro.
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