Empresas do setor de eventos buscam retomada das atividades

Em Goiás, as empresas tiveram pelo menos 95% de queda no faturamento desde o início da pandemia e 100% das empresas tiveram redução do número de funcionários

*Por Eduardo Pinheiro e Mirelle Irene

Centro de Convenções de Goiânia | Foto: Reprodução

Entidades e empresários do setor de eventos buscam junto ao poder público negociação de retomadas das atividades do setor, que estão paralisadas desde o início das medidas de isolamento social para combate à Covid-19 em Goiás. O diagnóstico apresentado é de “prejuízo irreversível” para empresários que exploram a atividade.

Na manhã de quinta-feira, 13, o presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, entregou série de protocolos para o secretário municipal de Desenvolvimento Tecnológico e Informação, Walison Moreira, elaborados para a retomada das atividades com medidas sanitárias e de saúde para se evitar a contaminação por coronavírus durante abertura das atividades.

Na tarde de quinta, representantes do setor ainda se reuniram em webconferência com o secretário Walison e o presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, quando também apresentaram as propostas. A intenção do setor é fazer uma abertura gradual das atividades.

“Semelhante às feiras livres e aos shoppings centers, podemos adotar um modelo para reiniciarmos os eventos em Goiás e Goiânia. O setor já acumula um prejuízo irreversível. A cadeia produtiva é muito grande, que vai desde gráficas, a montadores de stands, promotores de eventos, hotéis, bares e restaurantes. Goiás está tendo um prejuízo muito grande sem os eventos que sempre movimentaram o estado”, diz Baiocchi.

Eventos

A vice-presidente do Goiânia Convention Bureau, Fernanda Cury, salienta que a intenção é uma abertura por fases, já que o setor possui diferentes frentes, como congressos, festas infantis, feiras de negócios, casamentos, convenções e etc. A avaliação é feita em cada instância.

Fernanda, que também é vice-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc) e do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Fecomércio, argumenta que uma das características do setor é a ação coordenada, ou seja, as atividades não são massivas, mas tem horário, local e datas definidas para funcionar. Por isso, haveria, numa eventual retomada, facilidade na orientação de fluxo, controle da qualidade do ar e higienização dos locais.

Pelo menos 27 eventos locais e 14 de abrangência nacional e internacional, ligados ao Goiânia Convention Bureau, tiveram que ser cancelados durante o período de contenção do coronavírus. Sem contar os turistas de eventos, que costumam gastar R$ 570 por dia, entre passagens, alimentação, hospedagem e visitas a cidades turísticas e passar pelo menos três dias no estado.

“Fomos pegos de surpresa no momento da alta temporada. Nossa intenção é fazer a retomada por fases, com eventos menores, mesmo que sejam reuniões um pouco maiores, respeitando distanciamento”, aponta.

“Aguardamos e elaboramos nossos protocolos para um momento mais adequado. Em São Paulo, em agosto já foi liberado os eventos sentados, com volta de eventos maiores no mês que vem. Levamos uma proposta de estudo para a prefeitura e o estado. É um movimento de sobrevivência”, reforça.

O setor gera 25 milhões de empregos diretos no Brasil e movimenta 12,93% do Produto Interno Bruto (PIB). Em Goiás, as empresas tiveram pelo menos 95% de queda no faturamento desde o início da pandemia e 100% das empresas tiveram redução do número de funcionários.

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