Dias após se tornar alvo de uma investigação da Polícia Civil por denúncias de ameaça e suposta transfobia feitas por uma mulher trans, o empresário Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás, voltou a movimentar as redes sociais com um vídeo que rapidamente ganhou repercussão.

Na gravação, publicada em seu perfil, Leandro aparece fazendo uma brincadeira com um conhecido bordão utilizado em publicações de cunho transfóbico na internet.

“Boa noite, pessoal. Fiquei de picanha aqui, ensaiando. Comprou picanha, picanha é boa porque é pequenininha. Recebeu linguiça, devolve, porra, e pronto. Play no sabadão. Tchau, obrigado.”

A expressão “comprou picanha e recebeu linguiça” é frequentemente utilizada nas redes sociais em memes e postagens que fazem referência depreciativa a mulheres trans, motivo pelo qual a publicação provocou uma nova onda de críticas e debates entre internautas.

A manifestação ocorre poucos dias depois de Leandro ser acusado por uma mulher trans de não pagar por um programa sexual, praticar ofensas de cunho transfóbico e fazer ameaças. O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás.

Repercussão

O vídeo foi compartilhado em diferentes plataformas e reacendeu as discussões sobre o caso. Enquanto parte dos seguidores do empresário tratou a publicação como uma brincadeira, outros interpretaram a fala como uma provocação diante da denúncia que está sendo apurada pelas autoridades.

Até o momento, Leandro não afirmou expressamente que o vídeo faz referência ao caso investigado nem mencionou a denunciante na publicação.

Investigação

A investigação segue em andamento. A mulher trans registrou boletim de ocorrência relatando que teria sido contratada para um programa, mas não recebeu o pagamento combinado. Ela também afirma ter sido alvo de ofensas relacionadas à sua identidade de gênero e de ameaças.

A defesa do empresário nega todas as acusações, sustenta que os fatos narrados não ocorreram da forma apresentada pela denunciante e afirma que adotará medidas judiciais para responsabilizar quem, segundo ela, estaria disseminando informações falsas sobre o caso.

Com a nova publicação, o episódio voltou a ganhar grande repercussão nas redes sociais, ampliando o debate sobre os limites da liberdade de expressão, o respeito à identidade de gênero e os possíveis desdobramentos jurídicos da investigação em curso.

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