Dono da Choquei é transferido para o Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia
18 abril 2026 às 11h54

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O dono do perfil Choquei, Raphael Sousa, foi transferido para o Núcleo Especial de Custódia, que fica dentro do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, nesta sexta-feira, 17, segundo a Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP). A Justiça não deferiu o pedido de habeas corpus que foi impetrado pela defesa do influenciador.
Por meio de nota, a defesa de Raphael disse que “impetrou Habeas Corpus com pedido de medida liminar perante o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em regime de plantão, para buscar a imediata revisão da custódia. O novo HC pede a pronta expedição de alvará de soltura ou contramandado de prisão em favor de Raphael.”
“Neste momento, a defesa aguarda a apreciação do pedido urgente pelo plantão do TRF3. A medida apresentada sustenta, em síntese, que a manutenção da prisão é tecnicamente injustificável, especialmente porque as buscas, apreensões e o interrogatório já foram realizados, além de apontar ausência de fundamentação individualizada quanto a Rafael na decisão questionada”, continua o texto.
A defesa reafirmou que “fazer publicidade para personalidades não é ilegal, muito menos crime e seguirá atuando por todos os meios legais para reverter a custódia. Por fim, adianta que os próximos passos processuais já estão sendo tomados com a urgência que o caso exige.”, finaliza.
Raphael foi preso durante a deflagração da Operação Narcofluxo, realizada na última quarta-feira, 15. As investigações apuram uma suposta relação de influenciadores digitais com a divulgação de conteúdos ligados ao tráfico de drogas e à promoção de atividades criminosas nas redes sociais.
De acordo com as autoridades, a operação tem como foco desarticular um esquema que utiliza perfis de grande alcance para ampliar a visibilidade de organizações criminosas, além de monetizar conteúdos associados ao chamado “narcofluxo”. Raphael Sousa foi preso em Goiânia e estava detido na Superintendência da Polícia Federal.
Conforme apurado pelo Jornal Opção, os advogados afirmam que o empresário atua na comercialização de publicidade em redes sociais e teria recebido valores referentes a campanhas lícitas.
De acordo com a tese apresentada, não há participação dele nas atividades investigadas pela Polícia Federal. A defesa também afirma que pretende demonstrar que a relação de Raphael com o cantor MC Ryan SP foi exclusivamente comercial.
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