Dólar atinge R$ 4, maior cotação desde a criação do Plano Real

Intervenção do Banco Central não conseguiu conter a alta. Recorde anterior era de R$ 3,99, registrado em 10 de outubro de 2002

| Foto: Rafael Neddermeyer

Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou o dia com alta de 0,57%, vendido a R$ 3,981 | Foto: Rafael Neddermeyer

A cotação do dólar na manhã desta terça-feira (22/9) alcançou R$ 4 e é a mais alta desde a criação do Plano Real, em 1994. Às 9h20, a cotação estava em R$ 4,0264. Na segunda-feira (21), apesar da intervenção do Banco Central (BC), a moeda norte-americana fechou o dia com alta de 0,57%, vendido a R$ 3,981. O recorde para o fechamento da moeda ocorreu em 10 outubro de 2002, quando o dólar fechou o dia cotado em R$ 3,99.

Na segunda-feira, além de vender dólares no mercado futuro, por meio da rolagem (renovação) dos leilões de swap cambial, o Banco Central ofertou US$ 3 bilhões por meio de um leilão de venda com compromisso de recompra. Nessa modalidade, o BC vende dólares das reservas internacionais, mas adquire a divisa de volta algum tempo depois.

Para hoje, embora o BC não tenha anunciado, até o momento, novo leilão de venda com compromisso de recompra, a instituição fará mais um leilão de rolagem de swap cambial. A cotação da moeda não tem caído nos últimos dias, apesar de o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, ter adiado o aumento da taxa básica de juros da maior economia do planeta, na reunião da última quinta-feira (17).

Desde o fim de 2008, os juros nos Estados Unidos estão entre 0% e 0,25% ao ano. Na época, o Fed cortou a taxa para estimular a economia americana em meio à crise no crédito imobiliário. A última elevação de juros nos EUA ocorreu em 2006.

Juros mais altos atraem capital para os títulos públicos americanos, considerados a aplicação mais segura do mundo. Os investidores retiram recursos de países emergentes, como o Brasil, pressionando a cotação do dólar.

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