Doenças infecciosas ficam mais propensas a serem transmitidas com as mudanças climáticas

Segundo estudo, transmissão de malária, zika, dengue e chikungunya ficam mais fáceis com aquecimento global

Nesta quarta-feira, 20, foi publicado um estudo feito com especialistas de 43 instituições de pesquisas e agências da Organização das Nações Unidas (ONU). A pesquisa se chama “Lancet Countdown on health and climate change: code red for a healthy future” (“alerta vermelho para o futuro da saúde”) e analisa como as mudanças climáticas deixam o planeta mais propenso á doenças infecciosas, tais como malária, zika, dengue e chikungunya.

“Apesar de o desenvolvimento socioeconômico, intervenções de saúde pública, e os avanços na medicina terem reduzido o peso global da transmissão de doenças infecciosas, a mudança climática pode minar os esforços de erradicação”, diz o relatório. As mudanças climáticas têm-se mostrado propícias para doenças transmitidas pela água, pelo ar, por comida e por vetores, como mosquitos.

O relatório mostrou que em áreas densamente povoadas de grupos de países com índice de desenvolvimento humano (IDH) baixo, o número de casos de malária aumentou em 39%. O estudo também analisou que, desde 1990, com o aumento da urbanização e da poluição, o potencial epidêmico da dengue e da zika vêm dobrando a cada década.

O estudo trouxe outro dado alarmante: em 2020, segundo ano mais quente atrás apenas de 2016, até 19% da superfície terrestre estava sendo afetada por secas extremas. Isso afeta não somente a saúde das pessoas que podem não suportar as altas temperaturas, como a segurança alimentar devido a falta de água.

“Nem a Covid-19 nem a mudança climática respeitam as fronteiras nacionais. Os líderes mundiais têm uma oportunidade sem precedentes de oferecer um futuro de saúde melhor, desigualdade reduzida e sustentabilidade econômica e ambiental. No entanto, isso só será possível se o mundo agir em conjunto para garantir que nenhuma pessoa seja deixada para trás”, concluíram os pesquisadores.

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