Em uma fazenda localizada no Espírito Santo, em Rio Novo do Sul, cerca de 30 vacas vivem uma rotina diferente. No manejo e a ordenha, os animais escutam músicas que vão do forró à música clássica. O hábito, mantido há aproximadamente 15 anos pelo produtor rural Edson Michael Rohr, tem resultado em maior produção de leite e em um ambiente mais tranquilo para os animais. 

A vaca Luana, da raça girolanda, é um dos destaques do rebanho, ela chega a produzir cerca de 200 litros de leite por semana. Segundo o produtor, além da quantidade, a música contribui para que as vacas permaneçam calmas mesmo diante de barulhos ou da presença de pessoas diferentes no curral. O rádio ligado se tornou parte da rotina diária e ajuda a manter os animais concentrados. 

O repertório é variado e inclui sertanejo, música clássica e pop rock. Para o produtor, o som é apenas uma das estratégias que tornam o manejo mais leve. O contato direto e o carinho com os animais também fazem parte da rotina e são diferenciais em competições de produção leiteira, atividade que ele pratica como hobby. 

A experiência mostra que o ambiente influencia diretamente na ordenha. Sons agradáveis favorecem o relaxamento e estimulam a descida do leite, enquanto ruídos como motores, latidos ou gritos podem provocar estresse e reduzir a produção. Por isso, manter uma rotina sonora constante é essencial para que os animais se acostumem e se sintam seguros. 

O rádio ligado no curral, prática comum entre produtores, acaba funcionando como enriquecimento ambiental. Essa estratégia melhora o bem-estar dos animais e contribui para resultados mais positivos na produção. No caso da fazenda em Rio Novo do Sul, a trilha sonora eclética já faz parte da identidade do lugar e segue acompanhando cada ordenha. 

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