Desembargador manda soltar empresário preso na operação Cash Delivery

Carlos Alberto Pacheco Júnior teve, na última terça-feira (2), prisão temporária prorrogada por mais cinco dias

A Justiça concedeu, nesta quinta-feira (5/10), habeas corpus ao empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior, preso pela Operação Cash Delivery. A decisão foi do desembargador Olindo de Menezes, do Tribunal Regional Federal da 1a Região (TRF-1), em Brasília.

Na última quarta-feira (3), o desembargador já havia concedido habeas corpus em favor de Rodrigo Godoi Rincón, filho do ex-presidente da Agência Estadual de Obras e Transporte (Agetop), Jayme Rincón.

Os outros acusados, Jayme Rincón e seu motorista, o policial Márcio Garcia de Moura, tiveram a prisão preventiva decretada e ficarão reclusos por tempo indeterminado. O empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior e o engenheiro civil e filho de Jayme, Rodrigo Godoi Rincón, tiveram, na data, a prisão temporária prorrogada por mais cinco dias.

Operação

A Operação Cash Delivery apreendeu mais de R$ 1 milhão na última sexta-feira (28/9) e investiga recebimento de propina de R$ 12 milhões durante as duas últimas gestões de Marconi Perillo (PSDB), no governo estadual, em troca de favorecer empreiteiras em contratos.

A corporação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador e, ao todo, 14 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária, expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás, nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Pirenópolis, Aruanã, Campinas (SP) e São Paulo (SP).

As investigações conduzidas pela Polícia Federal validaram o conteúdo das colaborações premiadas de executivos da Odebrecht realizadas junto à Procuradoria-Geral da República.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

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