Damares deixa equipe de Flávio Bolsonaro após rompimento com Michelle e passa a ser alvo de aliados
13 julho 2026 às 18h56

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou que deixou a equipe responsável pela elaboração do plano de governo do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), após o agravamento da crise entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A informação foi divulgada pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
Segundo Damares, ela integrava o grupo encarregado de formular propostas para a área de direitos humanos, mas decidiu interromper sua participação depois de passar a ser alvo de ataques de aliados de Flávio, após a divulgação de um vídeo em que Michelle criticava o enteado.
Apesar da saída, a senadora afirmou que poderá voltar a colaborar futuramente. “Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, declarou.
Ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos durante o governo Jair Bolsonaro, Damares segue próxima da família Bolsonaro e de lideranças da direita.
Eduardo Bolsonaro endossa ataques
A crise ganhou um novo capítulo quando Eduardo Bolsonaro manifestou apoio público a críticas dirigidas contra Damares.
Nas redes sociais, o deputado licenciado compartilhou um artigo do jornalista Claudio Dantas que classifica a saída da senadora como um ato de “traição” e “covardia”. Ao divulgar o texto, Eduardo escreveu. “Eu ia falar isso.”
No artigo, Dantas afirma que Damares teve participação limitada na construção do plano de governo de Flávio Bolsonaro e sustenta que sua saída representa um “verdadeiro alívio” para o núcleo da campanha.
O texto também questiona a postura da senadora durante a crise envolvendo Michelle Bolsonaro, sugere que ela influenciou a ex-primeira-dama na divulgação dos vídeos contra Flávio e afirma que abandonar a equipe após uma manifestação pública de Jair Bolsonaro em defesa do filho seria um ato de deslealdade.
Damares relata ameaças
Em meio ao conflito, Damares afirmou ter sido alvo de ataques de integrantes da direita e denunciou ameaças contra sua família.
Durante reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, presidida por ela, a parlamentar afirmou que sua filha indígena passou a receber ameaças de morte. “Disseram que vão matar minha filha. Inclusive eles fazem imagens de como vão matar a minha filha”, declarou.
A senadora também afirmou que passou a ser atacada por influenciadores bolsonaristas, citando o blogueiro Oswaldo Eustáquio, e disse que Flávio Bolsonaro não entrou em contato após a escalada das agressões. Questionada sobre a ausência do senador, respondeu. “Ele está correndo.”
Crise começou com Michelle Bolsonaro
O episódio é mais um desdobramento da disputa pública entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Em junho, a ex-primeira-dama divulgou um vídeo afirmando ter sido “apunhalada” e humilhada pelo senador. Posteriormente, deixou a presidência nacional do PL Mulher, alegando ter sido “maltratada e desrespeitada” por Flávio.
Damares manifestou apoio à ex-primeira-dama após o episódio, o que intensificou o desgaste com aliados do pré-candidato à Presidência e culminou em sua saída da equipe responsável pela elaboração do programa de governo.
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