“Cristóvão venceu nas urnas e na Justiça”, diz Thiago Peixoto

Principal aliado do prefeito de Luziânia, deputado federal elogia trabalho da atual gestão

Prefeito Cristóvão Tormin e deputado Thiago Peixoto

Prefeito Cristóvão Tormin e deputado Thiago Peixoto

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) decidiu, na tarde desta quinta-feira (27/10), manter a chapa do prefeito reeleito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD). O registro havia sido indeferido em primeira instância pela Justiça Eleitoral devido a irregulares na ata.

Um dos principais aliados do pessedista, o deputado federal Thiago Peixoto (também do PSD), comemorou a decisão. “Fez-se a justiça. O TRE confirmou o desejo das urnas e da população. Mesmo com a candidatura sob risco de não ser confirmada, o Cristóvão trabalhou muito e conseguiu reverter uma situação difícil. Mas, desde o início, acreditei que ele sairia vencedor das eleições e desta questão judicial”, afirma o parlamentar.

Na disputa com Marcelo Melo (PSDB), Cristóvão passou praticamente toda a campanha sob ameaça de que, caso saísse vitorioso das urnas, a Justiça Eleitoral não lhe conferisse o registro de candidatura.

Como o seu principal concorrente também era de um partido da base aliada, o prefeito praticamente não teve apoio, especialmente de deputados federais. O grande aliado que teve em Brasília, desde o início, foi justamente Thiago.

“O prefeito fez um bom trabalho à frente da prefeitura de Luziânia. Transformou a cidade em um canteiro de obras. Ele é muito trabalhador. É claro que a população iria reconhecer isso”, comenta Thiago.

Na apuração das urnas, no dia 2 de outubro, Cristóvão saiu vencedor com 39.660 votos contra 38.942 de Marcelo Melo.

O caso

A candidatura do prefeito Cristóvão Tormin foi impugnada pela Justiça Eleitoral em setembro. De acordo com as decisões da juíza eleitoral Flávia Nagato, houve fraude no registro da ata da convenção do partido.

Segundo entendimento, a ata teria sido modificada, com a inserção de escritos no dia 9 de agosto, cinco dias após a convenção partidária. O candidato a reeleição, juntamente com o membro do PMN, Marcelo Caixeta e o o advogado Dr. Leon Gaspar, foram ao fórum eleitoral por volta das 18 horas do dia 9 para fazer o registro da ata, mas uma funcionária do órgão não recebeu o documento porque o prazo já havia expirado.

Porém, o candidato e presidente municipal do PSD, Cristóvão Tormin, foi visto em uma sala do fórum, escrevendo na ata, que “foi encontrada” no dia seguinte em meio a outros documentos no Cartório Eleitoral. Um servidor da Justiça Federal disse em depoimento à Justiça que viu o atual prefeito e candidato à reeleição alterando os documentos. A defesa de Tormin alega que não houve alteração e o candidato estava apenas revisando o conteúdo dos papéis.

Outra irregularidade considerada pela juíza foi a incongruência entre duas assinaturas da secretária da convenção do partido, Gleide de Sá Ribeiro, no teor da ata da convenção. Também em depoimento, Ribeiro chegou a afirmar que assinou a ata apenas uma vez, corroborando para a tese de fraude na assinatura.

Cirstóvão recorreu da decisão e teve o caso julgado novamente pela juíza Flávia Nogato, que indeferiu o recurso. Nesta quinta-feira (27) o caso foi julgado pelo TRE-GO que deferiu a candidatura do prefeito.

 

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