O artista plástico, escultor, cenógrafo e agitador cultural Wagner Luiz de Morais Pereira, conhecido como Wagão, morreu aos 73 anos neste sábado, 8, em Goiânia. Ele enfrentava um câncer de pulmão diagnosticado há cerca de seis meses e morreu em casa, no Jardim Europa, cercado pela família.

O velório ocorreu das 18h às 21h, no cemitério Vale do Cerrado, na saída para Trindade.

Nascido em 11 de setembro de 1952, Wagão teve atuação marcante na cena cultural de Goiânia desde os anos 1970. Ao lado do grupo Língua Solta e de outros artistas, participou da organização dos primeiros festivais de música da capital.

Também trabalhou por mais de quatro décadas com madeira, produzindo esculturas e móveis artesanais. Em 2003, fundou o Terra do Nunca, que se tornou um dos principais pontos de encontro da cena alternativa, do rock autoral e de artistas de Goiânia.

Wagão deixa cinco filhos: Luciano, Murah, Mirmila, Radesh e Brayan.

O filho Murah Lemos, artista plástico que vive em Nova York, prepara um painel em homenagem ao pai. “Esse trabalho será uma homenagem ao seu espírito indomável”, afirmou.

O primogênito, Luciano Pinheiro, que atua como missionário na Índia e acompanhou os últimos dias do pai, destacou a relação de Wagão com a comunidade artística de Goiânia. “Meu pai tinha o dom de fazer amigos, esse é o legado que eu vou levar comigo”, disse.

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