Copa do Mundo deve aquecer comércio goiano, mas inadimplência ameaça resultados
14 maio 2026 às 19h16

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Faltando 30 dias para a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, o comércio aposta no aumento das vendas de produtos ligados ao torneio, como televisores, camisetas e artigos de decoração. A expectativa é de que o evento impulsione o varejo no primeiro semestre, especialmente em segmentos tradicionalmente beneficiados por grandes competições esportivas.
Segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás, o setor de televisores projeta crescimento de 10% nas vendas em 2026, com base em estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos.
Caso o índice se confirme, a expansão será superior à registrada em 2025, quando o avanço foi de 3%. Além dos eletroeletrônicos, lojistas dos setores de vestuário e artigos festivos também esperam maior procura por produtos relacionados à seleção brasileira, como roupas nas cores verde e amarelo, bandeiras, buzinas, serpentinas e itens decorativos.
O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás, Valdir Ribeiro, afirma que a realização da Copa entre junho e julho, período tradicional do torneio, tende a favorecer o comércio, além de setores como turismo e serviços. Apesar da expectativa positiva, ele pondera que o nível de endividamento da população deve limitar o consumo.
“Torcemos por boas vendas no varejo, mas estamos conscientes de que muitos consumidores estão endividados e serão bem conservadores nos seus gastos”, afirmou.
Dados do Serviço de Proteção ao Crédito, divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, apontam que 44% da população adulta brasileira possui contas em atraso.
Em Goiás, segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás, os índices de inadimplência apresentam crescimento contínuo desde julho de 2024. A entidade atribui o cenário à combinação de juros elevados e inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou que Goiânia registrou, em abril, a maior inflação do país, com variação de 1,12% no período.
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