Com suspeitas de fraudes, a Confederação Brasileira de Futevôlei afasta a atual diretoria

A liminar suspendeu a eleição de dezembro de 2020

O juiz Nickerson Pires Ferreira, da 17ª Vara Cível e Ambiental, proferiu uma liminar a Confederação Brasileira de Futevôlei para o afastamento da atual diretoria e pede para que seja nomeado um interventor. Segundo o documento, a atual diretoria está “há duas décadas se perpetuando no poder, utilizando dos meandros do Estatuto e desrespeitando a legislação desportiva”.

No processo, consta várias irregularidades no processo eleitoral da Confederação, tais como: não publicação do edital em órgão da imprensa; ausência de colégio eleitoral; falta de transparência no certame; votação de filiadas que não cumpriram os requisitos do estatuto; ausência de voto da comissão de atleta. Essas irregularidades vão contra o que diz a Lei 9.615/98, também conhecida como Lei Pelé.

Com a decisão, a eleição realizada no dia 19 de dezembro de 2020 será suspensa e “sendo razoável a nomeação de interventor para garantir a gestão imparcial da Confederação, até que seja deliberado sobre a realização de outro processo eleitoral”, conforme diz o documento.

O interventor deverá ser indicado pela Academia Nacional de Direito Desportivo (ANDD) que tem um prazo de 15 dias para fazer a nomeação.

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