Com pandemia, consumidores não pensam em adquirir bens duráveis

ICC, medido pela Fundação Getúlio Vargas, mede intenções de aquisição de bens duráveis. Para Viviane Bittencourt, pesquisadora, consumidores têm incerteza econômica diante da pandemia

Com pandemia de coronavírus lá fora, aquisição de bens duráveis não são prioridade para brasileiros | Foto: Reprodução

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 22 pontos em abril, quando comparado com o mês anterior deste ano. O indicador alcançou 58,2 pontos em uma escala de 0 a 200, menor nível da série histórica iniciada em setembro de 2005. Em 2015 havia sido registrado o menor índice, de 64
9 pontos.

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, caiu 10,5 pontos, para 65,6 pontos, menor nível desde dezembro de 2016, quando chegou a 64,8 pontos. Já o das expectativas, que mede a confiança no futuro, recuou 28,9 e chegou a 55 pontos, menor valor da série.O marcador mede a intenção de compras de bens duráveis nos próximos meses.

Viviane Seda Bittencourt, pesquisadora do FGV avalia que os consumidores perceberam a piora na situação econômica do país devido à pandemia de coronavírus e medidas de isolamento social. Para ela, o nível elevado de incerteza econômica e política dificulta perspectivas de melhora nos próximos meses.

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