O servente de pedreiro, Hian Alves de Oliveira, foi absolvido durante julgamento nesta segunda-feira, 24, quase quatro anos depois da morte do menino Danilo de Sousa Silva, de 7 anos, em Goiânia. A Justiça entendeu que não tinha provas concretas para condenar o jovem. 

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Ao Jornal Opção, a mãe do garoto, Gracilene Almeida Silva, informou que irá recorrer da decisão e exigir novas investigações para que um possível novo autor do crime seja identificado. Ainda segundo ela, Hian se declarou inocente perante o júri mesmo tendo confessado o assassinado no decorrer das investigações.

“Vamos continuar correndo atrás. Se tem a vítima, que é meu filho, tem o assassino, ele não morreu sozinho. Durante todo o júri ficou claro que tinha a participação de uma outra pessoa no crime”, contou a mulher.

O julgamento, que começou às 8h30, foi presidido pelo juiz Antônio Fernandes de Oliveira, da 4º Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri, no Fórum Doutor Heitor Moraes Fleury. Além do réu e da família da vítima, também foram ouvidas testemunhas.

“Ele [Hian], afirmou três vezes que não foi ele que matou o meu filho. Toda a espera e a resposta que eu queria não veio. Não tive nenhuma resposta que estava com a esperança de ter”, exaltou Gracilene.

O Jornal Opção questionou o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) se foi determinada a abertura de novas investigações sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. 

Crime 

Danilo desapareceu no dia 21 de julho de 2020, no Parque Santa Rita, em Goiânia. Segundo a família afirmou à época, o menino brincava na porta de casa e disse à mãe que iria à casa da avó, mas nunca chegou ao local. O corpo do garoto foi encontrado no dia 28 do mesmo mês por uma força tarefa.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) chegou a conclusão de que a criança foi agredida e, posteriormente, afogada em uma poça de lama numa mata a cerca de 100 metros da casa onde morava com a família. Hian foi preso e denunciado como sendo o autor do crime, estando detido desde o dia 31 de julho de 2020.

Em março de 2023, o desembargador Leandro Crispim determinou que ele fosse levado à júri popular. Hian confessou durante o curso do processo que matou o menino por ciúmes. Ele era vizinho da família de Danilo e morava com um pastor, mas justificou que o líder religioso ajudava os familiares do menino e deixava de ajudar a família dele.