O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) comunicou a morte do cão bombeiro Fênix, integrante da corporação que atuou em importantes operações de busca e salvamento em Goiás e em diferentes regiões do Brasil. A trajetória do animal foi marcada por missões ao lado dos militares e por uma história de sobrevivência iniciada ainda nos primeiros dias de vida.

Fênix nasceu em 22 de julho de 2019 e era filho da cadela Vênus, que também integrou o CBMGO e participou de diversas ocorrências. Entre as operações de maior destaque da mãe está a atuação em Brumadinho, Minas Gerais, após o rompimento da barragem da Vale, em 2019.

A história de Fênix começou em meio a dificuldades. Vênus teve complicações durante o parto e morreu, deixando Fênix e outras duas filhotes órfãos. Os três foram levados para um canil voluntário, onde uma cadela que havia dado à luz passou a amamentá-los.

Pouco depois, uma nova situação colocou a sobrevivência dos filhotes em risco. Os três foram acometidos por um surto de giárdia e permaneceram durante duas semanas em tratamento em hospitais veterinários. Fênix foi o único dos irmãos a sobreviver.

Foi justamente a recuperação que inspirou seu nome, em referência à ave mitológica que renasce das próprias cinzas e também à identidade utilizada pelo Corpo de Bombeiros de Goiás.

Após se recuperar, Fênix passou a integrar o Canil Central do CBMGO. O responsável por conduzi-lo foi o sargento Wanderley, mesmo bombeiro militar que havia cuidado de Vênus desde quando ela era filhote até a aposentadoria.

Primeira missão aos oito meses

A atuação operacional começou cedo. Com apenas oito meses de vida, Fênix participou da primeira ocorrência, auxiliando nas buscas por uma pessoa desaparecida.

A partir daí, passou a integrar outras operações de busca e salvamento. Ainda com um ano e um mês de idade, participou de uma ocorrência em que localizou o corpo de uma vítima que estava desaparecida.

Nos anos seguintes, Fênix continuou trabalhando ao lado dos bombeiros em ocorrências dentro e fora de Goiás. Segundo a corporação, o animal se tornou referência nas atividades de busca e salvamento, colocando o faro a serviço das equipes durante diferentes missões.

Ao comunicar a morte, o CBMGO destacou a relação construída entre o cão e os militares ao longo dos anos.

“Sua dedicação, disciplina e trabalho infatigável fizeram dele um verdadeiro parceiro dos bombeiros militares e um símbolo do compromisso da corporação com a preservação da vida”, afirmou.

A corporação não informou a causa da morte. Em homenagem ao cão, agradeceu pelos anos dedicados às operações de salvamento.

“Nosso respeito, gratidão e homenagem a esse valoroso combatente e companheiro de missão. Descanse em paz, Fênix”, declarou o CBMGO.

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