Câmara decide futuro político de Eduardo Cunha nesta segunda-feira (12/9)

Sessão marcada para esta segunda-feira (12/9) deve começar às 19h. Voto será nominal e aberto em painel eletrônico

Está marcada para ter início às 19 horas a sessão que definirá o futuro político do deputado afastado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Depois de quase onze meses em que a representação tramita na Casa, o mérito da cassação de mandato chega para votação em plenário.

Na agenda da sessão, o primeiro a discursar será o relator do caso no Conselho de Ética, deputado Marcos Rogério (DEM-RO). Ele terá 25 minutos para apresentar os argumentos de seu parecer, favoráveis à cassação do mandato de Cunha. No texto, o parlamentar afirma que Cunha é o dono de pelo menos quatro contas na Suíça – Köpek; Triumph SP, Orion SP e Netherton – e classificou as contas como “verdadeiros laranjas de luxo”.

Os advogados de Cunha, então, terão 25 minutos para rebater os argumentos de Rogério. O próprio Eduardo Cunha já confirmou que estará pessoalmente na sessão e também poderá se manifestar, reforçando, em 25 minutos, sua defesa.

Com a conclusão desta fase inicial, os deputados que forem se inscrevendo poderão falar por cinco minutos cada. Mas esta etapa da sessão pode ser interrompida a partir da fala do quarto parlamentar, se houver um acordo e a maioria em plenário decidir pelo fim da discussão.

A votação é nominal e o posicionamento de cada deputado será anunciado abertamente pelo painel eletrônico. São necessários 257 votos – equivalentes à maioria simples dos 513 deputados – para que Cunha perca o mandato como parlamentar.

Eduardo Cunha, que foi notificado sobre a sessão na última quinta-feira (8) pelo Diário Oficial da União, deve contar com o apoio de aliados que podem apresentar questões de ordem. O peemedebista quer que, a exemplo do que ocorreu no impeachment de Dilma Rousseff no Senado, a votação seja fatiada, ou seja, que os parlamentares decidam separadamente sobre a perda do cargo e sobre a perda dos direitos políticos. (Com informações Agência Brasil)

 

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