Caiado sobre agressões na Venezuela: “Assistimos ao que é um regime ditador”

Senador goiano postou vídeo nas redes sociais contando o ocorrido durante a missão brasileira no País. Segundo ele, Congresso tomará uma série de ações 

Comitiva de senadores brasileiros com as mulheres de presos políticos na Venezuela | Foto: Facebook

Comitiva de senadores brasileiros com as mulheres de presos políticos na Venezuela | Foto: Facebook

O senador goiano Ronaldo Caiado (DEM) postou vídeo contando sobre as agressões sofridas pela comitiva da qual participava, durante a visita oficial do Senado brasileiro a Venezuela na última quinta-feira (28/6).

Junto a outros sete senadores — entre eles o ex-presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) e o presidente nacional do DEM, José Agripino Maia –, Caiado relata que foi “duramente agredido”. Após serem abandonados pelo embaixador do Brasil na Venezuela, Rui Pereira, seguiram para a prisão onde estão opositores de Nicolás Maduro. No entanto, foram impedidos de continuar.

“Não conseguimos andar mais que um quilômetro. Fomos duramente agredidos, com duas barreiras humanas de pessoas atacando e xingando, esmurrando a van que estávamos. E o pior: não tínhamos como ir nem voltar”, lamenta o democrata.

Segundo ele, a comitiva ficou mais de uma hora e meia presa no trânsito e teve que retornar ao aeroporto — que estava fechado. “Assistimos ao que é um regime ditador. Agressão, violência e as pessoas aterrorizadas. Essa é a vida na Venezuela. Esse é o governo que a presidente Dilma Rousseff e o PT tem orgulho de apoiar. Deprimente!”, dispara o senador.

No post, ele acusa a presidente Dilma Rousseff (PT) de ter sido conivente com o ocorrido, tendo sido ela quem ordenou que o embaixador não acompanhasse a comitiva. “O presidente nacional da Assembleia da Venezuela esteve pelo Brasil, circulou por onde quis e foi recebido até por Dilma. Nós não tivemos condições de andar sequer um quilômetro. Tudo montado pelo senhor Maduro, presidente tiranete da Venezuela”, completou.

Já de volta ao Brasil, Caiado informou, ainda, que tomará uma série de medidas: “O Congresso brasileiro foi agredido, estávamos em uma missão oficial e essa missão desrespeitada pelo governo venezuelano e agredida pelo presidente. Saberemos cobrar a reciprocidade dos acordos que o Brasil é signatário como também a cláusula de democracia que deve ser respeitada.”

Veja o vídeo:

Acabamos de chegar da Venezuela. Fomos informados pelo deputado Raul Jungmann que o embaixador não nos acompanhou por ordem de Dilma Rousseff. O Itamaraty confirmou isso aos deputados! Amanhã cedo vamos tomar uma série de ações.

Posted by Ronaldo Caiado on Quinta, 18 de junho de 2015

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Marcelo Samsa

Um democrata envolvido com pseudos problemas.

Deolinda Taveira

Coitadinho! A falta de desconfiometro é total.