“Base é competitiva unida, mas não consegue achar denominador comum”, diz Bittencourt

Mesmo após duas reuniões com o governador Marconi Perillo, partidos e pré-candidatos seguem sem definição para aliança 

Bittencourt, Vecci e Francisco Jr. | Fotos: Jornal Opção

Bittencourt, Vecci e Francisco Jr. | Fotos: Jornal Opção

A uma semana da data limite para as convenções partidárias, a base governista segue sem perspectiva de união para o primeiro turno na eleição em Goiânia. PSDB, PSD e PTB mantêm seus pré-candidatos, Giuseppe Vecci, Francisco Júnior e Luiz Bittencourt, respectivamente.

Mesmo após uma semana de articulações intensas — que incluíram duas reuniões com o governador de Goiás, Marconi Perillo –, ainda não foi encontrado o chamado “denominador comum” para que seja montada uma chapa única.

Todos os três têm motivos para não abrir mão da disputa. O único que deu sinais de que poderia desistir — e quase o fez — foi o tucano, mas consta que o próprio governador intercedeu.

Ao Jornal Opção, o engenheiro e ex-deputado federal Luiz Bittencourt, que participou da primeira reunião, afirmou que todos reconhecem que a base tem muito mais chances de vencer se estiver unida. “Teremos metade do tempo da propaganda de rádio e televisão. Em uma campanha curta como esta, isso fará diferença”, explica.

No entanto, falta ainda chegar a um consenso na composição da chapa. São três nomes na matemática que não fecha: um será o cabeça da chapa, outro o vice e um terceiro teria que desistir. “Faltam critérios e, até pela evolução de todas as pré-campanhas, fica difícil estabelecê-los”, completa o petebista.

Bittencourt, Vecci e Francisco Jr. apresentaram seus argumentos para não abrirem mão de ser candidatos a prefeito. O primeiro defende que não tem aspirações políticas futuras, seu único foco é administrar Goiânia e, por não ter amarras, apresenta as ideias mais ousadas.

O PSDB foi o primeiro a “bater o pé” no começo do processo e dizer que nas últimas três eleições apoiou candidatos de outros partidos, agora deve ser cabeça de chapa.

Já o PSD aposta no conhecimento do deputado estadual para a eleição, acredita que fará diferença ter alguém que já foi presidente da Câmara e secretário municipal. Ademais, avalia que perdeu um deputado [Virmondes Cruvinel, agora no PPS] e seria um dissenso desistir para apoiar outro partido.

“Com isso, não existe possibilidade de candidato único agora. Falta avançar mais um pouco nas negociações com o próprio governador”, completa.

Desgarrado

Questionado sobre a hipótese da tríade PSDB-PSD-PTB desistir de lançar candidato para apoiar Vanderlan Cardoso (PSB), Bittencourt é incisivo: “Não existe esse possibilidade.”

“Ele é contra o governador Marconi Perillo, não faz parte da base e quer ser independente”, argumenta ele. Para o pré-candidato do PTB, Vanderlan acha que não precisa de ninguém e que é possível fazer política sozinho.

E complementa: “Não estão articulando conosco, aliás, ele e a senadora Lúcia Vânia (PSB) estão pensando em 2018.”

 

 

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