Banco Master: Fachin rejeita pedido de Moraes e separa julgamentos no STF
12 setembro 2026 às 11h28

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu neste sábado, 12, manter separadas as análises de duas investigações relacionadas ao caso Banco Master. Com isso, foi rejeitado o pedido apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes para que os processos fossem julgados de forma conjunta pela Corte.
A decisão preserva a sessão plenária destinada exclusivamente à investigação que envolve Moraes. Já o processo relacionado à atuação do ministro André Mendonça deverá ser analisado pelo Supremo em 23 de setembro.
Ao solicitar a reunião dos casos, Moraes argumentou que a tramitação separada poderia provocar entendimentos divergentes dentro do próprio tribunal. No requerimento encaminhado à Presidência do STF, o ministro apontou “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.
Apesar do argumento, Fachin optou por manter os procedimentos independentes.
O que envolve Alexandre de Moraes
Uma das frentes de investigação se concentra em informações obtidas pela Polícia Federal sobre contatos e mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e proprietário do Banco Master.
É justamente esse processo que permanece previsto para ser discutido na sessão extraordinária do Supremo.
Apuração envolvendo André Mendonça
A outra investigação tem como foco a conduta do ministro André Mendonça na condução de operações relacionadas ao caso.
Relatórios produzidos pela Polícia Federal levantam questionamentos sobre a imparcialidade da atuação do ministro e apontam suspeitas de possível direcionamento seletivo das apurações contra determinados personagens políticos.
Entre os nomes mencionados nesse contexto estão o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e o próprio Alexandre de Moraes.
Com a decisão de Fachin, as duas frentes relacionadas ao Banco Master seguirão, portanto, calendários distintos de análise no STF.
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