O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu neste sábado, 12, manter separadas as análises de duas investigações relacionadas ao caso Banco Master. Com isso, foi rejeitado o pedido apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes para que os processos fossem julgados de forma conjunta pela Corte.

A decisão preserva a sessão plenária destinada exclusivamente à investigação que envolve Moraes. Já o processo relacionado à atuação do ministro André Mendonça deverá ser analisado pelo Supremo em 23 de setembro.

Ao solicitar a reunião dos casos, Moraes argumentou que a tramitação separada poderia provocar entendimentos divergentes dentro do próprio tribunal. No requerimento encaminhado à Presidência do STF, o ministro apontou “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.

Apesar do argumento, Fachin optou por manter os procedimentos independentes.

O que envolve Alexandre de Moraes

Uma das frentes de investigação se concentra em informações obtidas pela Polícia Federal sobre contatos e mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e proprietário do Banco Master.

É justamente esse processo que permanece previsto para ser discutido na sessão extraordinária do Supremo.

Apuração envolvendo André Mendonça

A outra investigação tem como foco a conduta do ministro André Mendonça na condução de operações relacionadas ao caso.

Relatórios produzidos pela Polícia Federal levantam questionamentos sobre a imparcialidade da atuação do ministro e apontam suspeitas de possível direcionamento seletivo das apurações contra determinados personagens políticos.

Entre os nomes mencionados nesse contexto estão o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e o próprio Alexandre de Moraes.

Com a decisão de Fachin, as duas frentes relacionadas ao Banco Master seguirão, portanto, calendários distintos de análise no STF.

Leia também: