Assassino do cartunista Glauco, Cadu é condenado a 61 anos de prisão

Após quatro anos de ter sido considerado inimputável pela Justiça, Cadu foi condenado, agora, pelos crimes de latrocínio, receptação e porte ilegal de arma de fogo

Foto: Aline Caetano

Foto: Aline Caetano

A Justiça goiana condenou, nesta quarta-feira (26/8), Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, conhecido como Cadu, a 61 anos de prisão em regime fechado. Conhecido pelo assassinato do cartunista Glauco, ele foi condenado pelos crimes de latrocínio, receptação e porte ilegal de arma de fogo.

O processo é referente à morte do agente penitenciário Marcos Vinícius Lemes d’Abadia, de 45 anos. Ele foi atingindo com um tiro na cabeça ao reagir a um assalto no dia 28 de agosto do último ano, no Setor Bueno, em Goiânia. Após entrar em briga corporal com Cadu, a vítima foi alvejada e o autor do disparo fugiu com a ajuda de um comparsa.

Cadu também foi condenado pela morte do estudante Mateus Morais, de 21 anos, três dias após atirar no agente, também em Goiânia. O jovem foi preso na capital no dia 1º de setembro, durante uma abordagem policial.

Diagnosticado com esquizofrenia, ele passava por acompanhamento psiquiátrico na época dos crimes. Neste período, o pai do jovem informou que o filho havia demonstrado alterações de comportamento.

O réu ficou conhecido pelo assassinato do cartunista Glauco, em 2010. Um ano depois, ele foi declarado inimputável pela Justiça, tendo ficado inicialmente em um complexo médico penal do Paraná e depois transferido para Goiânia. Em setembro de 2014, a Justiça de Goiás decidiu que o assassino poderia sair da clínica psiquiátrica onde estava internado e voltar para a casa de seus pais. Conforme decisão judicial da época, o jovem estaria apto a passar para o tratamento ambulatorial.

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