Goiânia recebe, entre esta quinta-feira, 5, e o próximo dia 14 de junho, a primeira edição do Festival de Dança Negra Agun, promovido pelo Orum Aiyê Quilombo Cultural. Com entrada gratuita, o evento reúne espetáculos de dança, exposições, shows musicais, oficinas, batalhas de rima e breaking, além de atividades voltadas à valorização da produção artística negra.

A programação será realizada na sede do Orum Aiyê, no Setor Nossa Morada. Os ingressos podem ser retirados gratuitamente pela plataforma Sympla. O festival é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult-GO).

A abertura ocorre nesta quinta-feira, 5, às 18h, com a exposição “Agun Corpo Território”. Em seguida, às 20h, a artista goiana Luciana Caetano apresenta o espetáculo “Adobe”, que integrou a programação do Palco Sesc Giratório em 2024. A noite será encerrada com show musical.

No sábado, 6, a programação inclui oficina de afrobeat ministrada por Codjo Perrez Kpade, artista do Benin radicado em Goiás, além de oficina de breaking com integrantes da Fundação da Dança Breaking. À noite, Kpade apresenta o espetáculo “Dadié”, seguido por batalhas de rima e breaking.

O primeiro fim de semana será encerrado no domingo, 7, com o espetáculo “Chão Duro”, dos artistas Alex Pitt e Pedrinho Castela, do Rio de Janeiro, seguido por uma roda de coco.

Segundo os organizadores, o nome Agun significa “comunidade” na língua Fon, falada no Benin. A proposta é transformar Goiânia em um espaço de encontro entre diferentes expressões da cultura afro-brasileira, africana e urbana. O festival também contará com atividades ligadas à cultura Ballroom, ao Hip Hop e ao Breaking, além de oficinas gratuitas voltadas à formação artística.

A programação da segunda semana inclui os espetáculos “Dembwa”, dos artistas Marcos Ferreira e Ruan Wills, da Bahia; “Abayomi”, da Cia Odu, do Maranhão; e “Debandada”, da Cia DeBonde, do Rio de Janeiro.

Além das apresentações cênicas, o festival terá uma mostra de videodança e fotografia com obras de artistas de Goiás, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Pará. A exposição aborda o corpo negro como espaço de criação, memória e resistência, reunindo trabalhos que exploram diferentes territorialidades e experiências da diáspora africana.

Fundado em 2021, o Orum Aiyê Quilombo Cultural atua em Goiás com foco no fortalecimento do protagonismo negro nas artes e na gestão cultural, promovendo ações voltadas à formação, circulação e valorização de artistas negros no estado.