Apenas 15% dos jovens ingressaram em suas áreas em menos de 3 meses após formatura, mostra Nube

Segundo o IBGE, 29,8% dos jovens entre 18 e 24 anos estiveram sem emprego no último trimestre de 2020

Jovens com Carteira de Trabalho e Previdência Social. | Foto: Reprodução

Pesquisa realizada com 8.465 brasileiros pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) mostra que cinco, de cada dez profissionais que foram diplomados entre 2019 e 2020, permanecem sem trabalhar. 28% dos entrevistados se encontram desempregados há mais de um ano e fazem parte da porcentagem identificada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de jovens entre 18 e 24 anos (29,8%) que estiveram sem emprego no último trimestre de 2020,

A pesquisa do Nube, na realidade, foi justamente motivada por este indicador revelado pelo IBGE. “52,12% dos jovens entrevistados afirmam não estar trabalhando, e 27,8% sem emprego há mais de 12 meses. A notícia não anima nem os profissionais já inseridos no mercado de trabalho, já que apenas 20% deles executam atividades pertinentes as suas profissões. Como exemplo, a pesquisa aponta administradores que permanecem atuando como operadores de caixa e cozinheiros, pedagogos exercendo funções de faxina ou acompanhante de idoso, contadores e advogados como frentistas, designers de games como auxiliares de crédito imobiliário, enfermeiros como cabeleireiros, entre outros casos”, diz.

Em levantamento, o Nube ainda explica que há dois anos, apenas 27% dos brasileiros conseguiam ingressar em suas áreas em menos de três meses após a formatura. Atualmente, entretanto, esse número caiu para 15%. Isso, porque embora 60% dos participantes tenham estagiado durante a faculdade, 65% dos jovens relataram exigência de experiência prévia por parte das contratantes.

Com isso, o presidente do Núcleo Brasileiro de Estágios, Seme Arone Junior, ressalta a necessidade de se criar mecanismos para aproveitar todos esses talentos com mão de obra qualificada. O estágio é uma excelente fonte de capacitação, mas com a economia incerta, é preciso apostar em cursos extracurriculares, construir uma boa rede contatos profissionais e aproveitar todas as chances para aprender sobre sua carreira”, disse.

Com o difícil cenário ocasionado pela pandemia, entretanto, a pesquisa ainda aponta que 11% já chegou a desistir de procurar emprego. “O momento é extremamente complexo, mas é preciso erguer a cabeça, porque com o avanço da vacinação no país, a economia vai, aos poucos, melhorando”, diz o Arone Junior, que aconselha os jovens a, apesar do contexto, não entregarem os pontos.

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