Ao Jornal Opção, conselheiro político britânico Simon Fairweather aponta interesse do Reino Unido em parceria com Goiás para exploração de terras raras
13 junho 2026 às 14h45

COMPARTILHAR
Em visita a Goiânia para o lançamento da 2ª edição do Goiás pelo Mundo, projeto do governo estadual que envia estudantes e educadores para cursos de aperfeiçoamento em outros países, o conselheiro político da Embaixada do Reino Unido, Simon Fairweather, falou, em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, sobre a intenção do governo britânico de participar do processo de exploração de terras raras – grupo de elementos essenciais para a tecnologia e com forte presença em território goiano.
“É uma área em que queremos crescer em parcerias com os estados do Brasil. Temos muito interesse e experiência na pesquisa e sustentabilidade e vamos explorar essa cooperação nesse âmbito em um futuro próximo”, disse o conselheiro da Embaixada.
Segundo Fairweather, o Reino Unido conta com expertise na exploração sustentável de minerais críticos e pode contribuir na exploração deles com as pesquisas já avançadas feitas em solo europeu. O britânico destacou ainda que o Brasil e o Reino Unido já possuem um histórico de parcerias na área de exploração de terras raras.
Em 2024, o governo brasileiro formalizou uma parceria com o governo britânico durante o PDAC, o maior encontro global do setor de mineração, realizado no Canadá. Uma das vantagens concedidas ao Brasil com o acordo foi a possibilidade de uso de laboratórios britânicos para análises mais específicas de áreas com possíveis reservas do Brasil.
Agora, com o recente decreto do governo de Goiás, que estipulou um marco regulatório para a exploração de terras raras em solo goiano, surge a possibilidade de acordos diretos com o governo britânico. A nova legislação disciplina a governança, as regras de credenciamento de empresas, a criação de zonas especiais e o funcionamento de um fundo financeiro voltado exclusivamente para a cadeia produtiva de minerais críticos no estado.
Na questão de atração de investimentos, o decreto institui um regime voluntário de credenciamento para empresas mineradoras. As companhias que aderirem ao sistema deverão assinar um Termo de Compromisso Estratégico (TCE) com validade mínima de 10 anos. O documento em questão ditará obrigações, metas, contrapartidas e condições para o acesso a benefícios estaduais;
Com isso, processos, licenças e requerimentos das empresas credenciadas vão tramitar em regime de prioridade nas filas internas dos órgãos estaduais. O decreto ressalta, no entanto, que isso não significa dispensa de estudos técnicos ou flexibilização de prazos legais.
Leia também: Governo publica decreto com marco regulatório para impulsionar produção de terras raras em Goiás



