A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da venda, distribuição e uso de dois lotes de antibióticos e um de soro fisiológico. A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 18, foi tomada após a identificação de graves desvios de fabricação que podem colocar em risco a saúde dos pacientes. 

Como se tratam de medicamentos aplicados diretamente na corrente sanguínea, a presença de qualquer impureza ou corpo estranho eleva o risco de complicações graves, como infecções, inflamações e reações adversas severas.

O caso que mais chama a atenção envolve o antibiótico Polycid, produzido pela União Química. A própria fabricante comunicou à agência e iniciou o recolhimento voluntário do lote 2519879 após constatar a presença de um fragmento de vidro no interior de um frasco-ampola que estava completamente lacrado e íntegro.

Outro antibiótico retirado de circulação foi o Fosfato de Clindamicina (150 mg/ml), fabricado pela Hypofarma. A agência suspendeu o lote 24101854 devido a uma série de inconformidades encontradas em ampolas fechadas, que incluíam a presença de corpos estranhos, acúmulo de sedimentos (precipitados) e uma coloração amarelada atípica na solução.

A terceira sanção foi aplicada à Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio (9 mg/ml) da Equiplex. A Anvisa ordenou o recolhimento do lote 2513588. Embora o texto oficial da resolução não especifique detalhadamente a natureza do problema, a agência confirmou que o lote descumpriu as normas regulamentares de boas práticas de fabricação.

Com a decisão, hospitais, clínicas, farmácias e distribuidoras de todo o país devem interromper imediatamente o fornecimento dessas unidades. Até o fechamento desta reportagem, as empresas União Química, Hypofarma e Equiplex haviam sido procuradas para se posicionar sobre as falhas e os processos de recolhimento, mas ainda não haviam enviado resposta.

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