Agenor Mariano: “Na Câmara, PT foi mais oposição a Paulo Garcia do que o PMDB”

Vice-prefeito rebateu acusações de que seu partido estaria “dificultando” a gestão do prefeito petista. Para ele, não é preciso “ficar elogiando” e, sim, votando a favor

Agenor Mariano ressalta que relação com o prefeito Paulo Garcia (PT) é boa e que respeita a hierarquia | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Agenor Mariano ressalta que relação com o prefeito Paulo Garcia (PT) é boa e que respeita a hierarquia | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano (PMDB), fez uma visita de cortesia ao Jornal Opção nesta quarta-feira (1º/4), quando rebateu acusações de que seu partido estaria “dificultando” a gestão do prefeito Paulo Garcia (PT). Para ele, os correligionários do petista fizeram mais oposição à prefeitura que o PMDB.

Ao explicar que não há ruptura entre os aliados municipais, Agenor lembrou que, embora possam não sair em defesa do prefeito, os parlamentares peemedebistas “nunca se furtaram de sua obrigação”. “Prefeito precisa de elogios? Não! Prefeito precisa de voto na Câmara. Se o partido está votando com ele, não é oposição”, resumiu.

Inclusive, ele lembra que os então vereadores do PT, Tayrone di Martino, Felisberto Tavares e Djalma Araújo fizeram mais oposição a Paulo Garcia do que qualquer um do PMDB.

Agenor reconhece que há falhas na gestão do PT e ressalta que seu partido “não está de olhos fechados” e “sabe bem as dificuldades que a gestão enfrenta”. “Sabemos que ajustes que estão sendo feitos, na Reforma Administrativa, por exemplo, são necessários. São medidas para tentar ajudar a administrar uma cidade recessiva, sem condições e sem recursos. Sem dinheiro o que você faz nessa vida?”, complementou.

No que diz respeito à relação com o prefeito, o vice diz que faz exatamente isso: “Minha relação com o prefeito é boa. Sempre respeito a posição dele como prefeito… Eu não decido no lugar dele. Minha posição é tão somente de vice”.

Quando o assunto foi eleições 2016, Agenor preferiu se manter longe das polêmicas. Iris Rezende candidato? “Ainda é cedo”. Vai ser candidato à vice de Iris? “Ainda é cedo”. Rompimento PT-PMDB? “Ainda é cedo”. Contudo, uma coisa é certa: há o desejo concreto de integrantes do PMDB de ter o octagenário candidato.

Base governista

Agenor Mariano também deu uma “explicação” do porquê do governo estadual não conseguir eleger o prefeito da capital nas últimas eleições — e não é porque faltam condições.

De fato, o último aliado ao Palácio das Esmeraldas a comandar o Paço Municipal foi Nion Albernaz (PSDB), de 1999 a 2000. Desde então, somente o PT e o PMDB elegeram mandatários na cidade mais importante do Estado.

“Sabe por que? Porque o governador costuma soltar o ‘saco de bondades’ quando está perto da eleição dele próprio. Quando vem a eleição para prefeitura, um ano e meio depois, aquele tanto de promessas, aquele sonho, aquele Jardim do Éden que ele pinta fica só a morte de Caim e Abel”, versou.

De acordo com o vice-prefeito, não falta estrutura para o governo estadual, mas o que ocorre é que “pega no contrapé”. “Aquilo que eles já gastaram no ano anterior e as promessas que eles não cumprem ainda estão vivas na cabeça do eleitor”, arrematou.

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