Goiás entra no top 10 nacional em número de aprendizes contratados
26 junho 2026 às 11h13

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Um levantamento conduzido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou que Goiás possui 29,3 mil aprendizes contratados, o que coloca o estado na 8ª posição do ranking nacional. O número é pouco inferior ao registrado em toda a Região Norte, que concentra 39 mil aprendizes.
Apesar de integrar o grupo dos dez estados com maior número de aprendizes, Goiás ainda fica atrás das unidades da federação do Sudeste, responsáveis por quase metade das vagas de aprendizagem do país (48%). Os três maiores contingentes estão em São Paulo (196,2 mil), Rio de Janeiro (65,1 mil) e Minas Gerais (64,6 mil).
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 25, durante evento promovido em parceria entre o MTE e o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) sobre a inserção de jovens de 14 a 24 anos no mercado de trabalho.

A subsecretária de Estatísticas e Estudos do ministério, Paula Montagner, afirmou ao Jornal Opção que o levantamento foi elaborado para identificar os principais desafios enfrentados pela juventude no mercado de trabalho brasileiro e orientar o aprimoramento das políticas públicas voltadas ao setor. “As ações para os jovens estão sempre centradas nessa busca pela ampliação do número de aprendizes, preenchendo e fiscalizando as cotas das empresas”, afirmou.
Paula também alertou para a qualidade dos vínculos oferecidos aos jovens, especialmente aqueles que pouco contribuem para a formação profissional. “Vemos muitos jovens em ocupações de alta rotatividade e com muitas atividades repetitivas. Nos preocupa como esse jovem vai tirar proveito dessa experiência de trabalho, seja na condição de aprendizagem ou de estágio”, disse.
Outro ponto de preocupação, segundo a subsecretária, é a informalidade entre os jovens, que está diretamente relacionada às oportunidades de emprego disponíveis em cada região do país. Enquanto o Centro-Oeste registrava 67 mil aprendizes contratados em março de 2026 e concentra apenas 8% da população jovem brasileira, o Norte — proporcionalmente a região mais jovem do país — contabilizava apenas 39 mil aprendizes, o menor contingente absoluto entre as regiões.
Apesar disso, Paula comemorou a redução da informalidade, destacando que o Brasil atingiu um patamar inédito, com 57,8% dos jovens inseridos em empregos formais.

Outro obstáculo apontado pelo MTE para a melhoria dos indicadores trabalhistas é a escala 6×1, que dificulta a conciliação entre trabalho, estudos e bem-estar. Segundo ela, esse cenário é reforçado pelo estudo, que mostra que a carga horária de muitos adolescentes já supera o tempo disponível no contraturno escolar.
A sobrecarga, acrescentou, também está associada ao aumento de problemas de saúde mental e à pressão enfrentada pelos trabalhadores. Para a subsecretária, o debate sobre o fim da escala 6×1 atende a uma demanda da população por mais tempo para o convívio familiar e para a qualidade de vida. “Todas as empresas que adotaram a escala 5×2 indicam redução do absenteísmo, diminuição de problemas de saúde, menor rotatividade e maior facilidade para preencher vagas”, afirmou.
Entendemos que esses aspectos são muito importantes e vão favorecer toda a população.
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