Eduardo Gomes (PL), líder do governo no Senado será o maior vitorioso no caso da reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador articula, inclusive, sua candidatura à presidência da Casa. Suas chances de vencer o pleito são maiores se Bolsonaro continuar no comando do Palácio do Planalto.

A lista de líderes tocantinenses vitoriosos com uma eventual recondução do presidente, inclui ainda o ex-candidato a governador Ronaldo Dimas (PL), o governador reeleito Wanderlei Babosa (Republicanos) e a deputada federal Professora Dorinha (UB), eleita senadora que assumiu a coordenação da campanha do presidente no Estado. 

Em caso de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os líderes com mais prestígio político no Estado junto ao governo federal passam a ser, pela ordem de importância, o ex-candidato a governador Paulo Mourão (PT), o deputado federal Célio Moura (PT) – que não conseguiu se reeleger; a senadora Kátia Abreu (pP), que também  não conseguiu a segunda reeleição.

Kátia resolveu entrar com toda força na campanha do petista, após ter recebido, no primeiro turno, o apoio do ex-presidente – o que evitou retribuir em seu palanque. Também o ex-senador Vicentinho Alves (pP) agora entrou para valer na campanha pela reeleição de Lula.

Apesar da forte polarização, o que se verifica também no Tocantins, Lula venceu no primeiro turno com 50,4% dos votos. Bolsonaro obteve 44%. O resultado da eleição presidencial no Tocantins, porém, tem pouco impacto na realidade política regional. Sendo um dos menos populosos da Federação, o Estado depende muito dos repasses da União, tendo pouco a oferecer na disputa de votos, pois soma 1.094.003 eleitores, o que representa apenas 0,7% do colégio eleitoral brasileiro.

Além do mais, os candidatos vinculados diretamente aos presidenciáveis, Paulo Mourão (PT), apoiado por Lula, e Ronaldo Dimas (PL), candidato afagado por Bolsonaro, tiveram votação pífia em comparação com os concorrentes ao Palácio do Planalto, o que indica que em nível regional não se reproduziu a polarização nacional. Por outro lado, o governador Wanderlei Barbosa conquistou a reeleição de forma desvinculada da disputa presidencial, com votos, ao que tudo indica, de eleitores dos dois candidatos a presidente.

Quem estiver no Palácio no Planalto não será algo com muito peso na dinâmica da disputa pelas próximas eleições no Estado. Candidatos a prefeito alinhados com o governador Wanderlei Barbosa, em tese, devem se sair melhor nas eleições municipais de 2024, exceto nos maiores centros – Palmas, Araguaína e Gurupi –, onde se observa a postura independente do eleitorado, que vem demonstrando tendência de eleger candidatos de oposição ao governo do Estado.    

No caso de 2026, ainda está longe para se fazer projeção, mas sabemos que tudo passa por 2024. Neste sentido, Wanderlei Barbosa, que já foi reeleito, provavelmente ainda estará muito forte para se eleger senador e fazer seu sucessor. Resta saber quem será o nome escolhido. Os favoritos são Laurez Moreira (PDT) e Professora Dorinha (UB). Laurez, que assumirá o comando do governo, terá mais chances. 

Uma das cadeiras do Senado, tudo indica, será ocupada pelo governador Wanderlei; a outra será disputada entre Eduardo Gomes, Irajá Abreu, Carlos Amastha e Mauro Carlesse, entre outros. Para o governo do Estado, a lista de candidatos não é muito diferente, com a inclusão de outros que já disputaram o Palácio Araguaia e aguardam nova oportunidade. O ex-prefeito Ronaldo Dimas (PL), o deputado federal Carlos Henrique Gaguim (UB) e o ex-governador Mauro Carlesse (Agir) são alguns desses nomes. Novamente a eleição presidencial será lembrada e mais uma vez poderá não ser fator decisivo na disputa regional.