Polícia Civil prende dez vereadores de Augustinópolis acusados de esquema de corrupção

Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Augustinópolis na Operação Perfídia | Foto: Divulgação

Na sexta-feira, 25, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão contra dez vereadores de Augustinópolis, acusados de cobrar propina para aprovar projetos enviados pela prefeitura. A suspeita é de que o esquema movimentava cerca de R$ 40 mil por mês. Além de determinar a prisão, a justiça determinou também o afastamento dos dez vereadores por 180 dias. Dessa forma, os suplentes devem ser nomeados imediatamente para ocupar os cargos. Apenas o presidente da Câmara, Cícero Cruz Moutinho (PR), que não está sendo investigado, continua no cargo.

Já se encontram presos os seguintes vereadores: Maria Luisa de Jesus do Nascimento (PP), Antônio Silva Feitosa (PTB), Antônio Barbosa Sousa (SD), Ozeas Gomes Teixeira (PR), Francinildo Lopes Soares (PSDB), Angela Maria Silva Araújo de Oliveira (PSDB) e Marcos Pereira de Alencar (PRB). Os vereadores Antônio José Queiroz dos Santos (PSB), Edvan Neves Conceição (MDB) e Wagner Mariano Uchôa Lima (MDB) também tiveram mandados de prisão expedidos, mas estavam foragidos até a sexta-feira, 26.

O presidente da Câmara declarou que não sabia sobre o suposto esquema de corrupção na casa de leis. Segundo a Polícia Civil, o esquema de corrupção passiva e associação criminosa pode ter desviado R$ 1,5 milhão durante três anos. “Para mim está sendo uma surpresa. Uma surpresa grande, não estou sabendo nem do que se trata essa situação. Vou esperar o que vai ser feito. Não recebi nenhuma decisão, simplesmente fui intimado para vir à Câmara e depois à delegacia”, disse o presidente em entrevista coletiva. “Durante todo o monitoramento dos vereadores, em nenhum momento ouviu-se falar em benefícios para a população de Augustinópolis. Visavam apenas o locupletamento, extorquindo, de certo modo, a prefeitura para pagar valores para que aprovassem projetos oriundos da Prefeitura Municipal de Augustinópolis”, comentou o delegado Thyago Bustorff.

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