PF cumpre mandados em Palmas e no Distrito Federal na Operação Rumple, novo desdobramento da Ápia

Operação investiga desvio do dinheiro público, por meio de fraudes em licitações em obras de pavimentação financiadas pelo Banco do Brasil

Foto: Reprodução

Em mais um desdobramento da Operação Ápia, deflagrada em 2016 – que investiga desvio do dinheiro público, por meio de fraudes em licitações em obras de pavimentação financiadas pelo Banco do Brasil – que tem entre os investigados o deputado estadual Eduardo Siqueira (DEM), os ex-governadores Sandoval Cardoso e Siqueira Campos e o ex-presidente da Agência de Transportes e Obras (Ageto) Kaká Nogueira, a Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta terça-feira, 30, seis mandados de busca e apreensão. A nova ação foi batizada de “Rumple” e está concentrada, em grande parte, no Distrito Federal. O nome da operação é uma referência ao personagem do conto de mesmo nome, também conhecido como Rumpelstiltskin, que transformava palha em ouro, em alusão às ações dos investigados.

São cerca de trinta Policiais Federais cumprindo os mandados expedidos pela 4ª Vara Federal do Tocantins. Conforme a PF, este desdobramento da Operação Ápia apura o pagamento de vantagens indevidas para garantir o direcionamento de contratos e o desvio de recursos destinados a obras públicas no Tocantins. As ações policiais tem por objetivo validar declarações prestadas em delações premiadas, que tem como principal alvo o núcleo apontado como responsável pelo processo de lavagem dos recursos oriundos destes pagamentos indevidos. Os investigados, segundo a PF, dissimulavam a origem e destinação das verbas, através de sucessivas operações financeiras e supostas empresas de fachada. O valor dos pagamentos investigados, somente nas atuais frentes investigativas, ultrapassam R$ 10 milhões.

Com estes novos mandados a polícia informou que busca coibir a continuidade das ações criminosas, delimitar a conduta dos investigados, além de identificar e recuperar verbas frutos dos desvios. Os investigados poderão responder por corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

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