“O estacionamento rotativo no centro da cidade precisa ser revisto”

Vereadora do PSL afirma lealdade ao prefeito Carlos Amastha e diz que seu partido pode pleitear a presidência da Câmara Municipal 

Dock Júnior

2156-entrevista-vanda-monteiro-1Eleita vereadora em Palmas com 1.825 votos, Vanda Mon­teiro é casada e natural de Miranorte (TO), radicada na capital há mais de 20 anos. Atuou como microempresária no ramo da alimentação. Graduou-se em Práticas Jurídicas pela Unitins e também no curso de Direito pela Faculdade Objetivo de Palmas. Exerceu cargos de diretoria no PreviPalmas e também no ResolvePalmas, ambos na gestão do prefeito Carlos Amastha (PSB).

Vandelucia Monteiro de Castro está filiada ao PSL há pouco mais de um ano e tem um sólido trabalho social na região sul da cidade, especificamente no bairro Santa Fé, em Taquaralto.

Nesta entrevista, ela expõe um pouco acerca destas atividades, suas impressões acerca dos problemas que a cidade enfrenta nas mais diversas regiões, bem como projetos que pretende apresentar enquanto vereadora da capital.

A quais fatores a sra. atribui sua eleição, visto que seu nome não era muito conhecido no município, e sua vitória foi considerada como uma grande surpresa no pleito eleitoral de 2016?
Creio que esses votos estão agregados ao trabalho social, aos serviços prestados que tenho desenvolvido em prol da comunidade. Trabalhei por mais dois anos no Sine-TO (Sistema Nacional de Empregos) e ajudei muitas pessoas a se colocarem no mercado de trabalho. Fiz um trabalho diferenciado enquanto estive naquele órgão, na medida em que empreendia uma série de visitas às empresas com a finalidade de captar novas vagas para disponibilizar à população. Fiquei conhecida como a Vanda do Sine, que conseguia empregar muitas pessoas.

Posteriormente, fui convidada para assumir a direção da escola de gestão do Instituto de Previdência de Palmas (PreviPalmas) e lá desenvolvemos um programa de modernização da gestão escolar. Foi uma iniciativa da prefeitura no intuito de melhorar a qualidade do ensino. Buscamos os modelos implantados em outros países, especificamente aquele que funciona na província de Reggio Nell’Emilia na Itália, considerado o referencial da educação mundial.

Depois disso, fui convidada a assumir outro desafio: a implantação do ResolvePalmas, com unidades na Avenida JK no centro e também no Shop­ping da Cidadania, em Taqua­ralto. Trata-se de uma central de atendimento único, que traz o cidadão para o centro da administração pública. Os índices de satisfação desse serviço foram altíssimos. Tenho orgulho de ter sido a primeira diretora desse projeto. Utilizan­do dessa via, ajudei também muitos jovens a se colocarem no mercado de trabalho, através dos projetos “Menor Aprendiz” e “Jovem Empreendedor”.

Tudo isso fez com que eu me aproximasse ainda mais da população palmense, e ciente dos seus problemas, encontrasse mecanismos para ajudá-la a encontrar soluções. Esse contato com as comunidades mais carentes, o interesse em ouvir o povo e ampará-lo certamente contribuiu para que eles depositassem confiança na minha pessoa na última eleição.

Antes de se filiar ao PSL, a sra. foi filiada a outra sigla?
Não, nunca havia disputado nenhuma eleição nem tampouco sido filiada a nenhum partido político. Há aproximadamente um ano, ingressei nas fileiras do PSL, partido que me acolheu com carinho e me ofereceu a presidência estadual do PSL Mulher no Tocantins. Tratava-se de um partido novo presidido regionalmente pelo Christian Zini, interessado em ajudar o desenvolvimento da capital. Havia chances reais de conseguir ser eleita por essa sigla, uma vez que acreditávamos que, após as coligações, poderíamos alcançar o coeficiente eleitoral. Por isso, optei pelo PSL. Além disso, havia grandes chances de o partido fazer parte da coligação do prefeito Carlos Amastha e isso me entusiasmou.

Quais as razões que levaram a sra. a querer ser vereadora em Palmas?
A comunidade clamava por ter um representante que a ouvisse e tentasse encontrar soluções para os problemas que ela enfrentava. Todos me diziam que pelo trabalho social que eu desenvolvia – principalmente na região sul – seria muito interessante que me tornasse a voz deles no parlamento municipal.

Uma outra razão foi a falta de vereadoras do sexo feminino. Isso me incomodava. Era ne­cessário disputar e procurar preencher esse espaço vazio, além de dar voz e vez às mulheres. Entendo que falta mais engajamento delas no processo político. A capacidade das mulheres já está provada, elas precisam apenas se conscientizar disso. Contudo, os incentivos existentes ainda são pequenos. Seria necessário muito mais para que houvesse igualdade plena. Não há como não reconhecer: o machismo está arraigado na nossa cultura. As mulheres deveriam acreditar mais na força feminina, porque muitas delas nem sequer votam em candidatas do sexo feminino. Não foi o meu caso, muitas mulheres votaram em mim, mas estou refletindo sobre o contexto geral.

Em relação a nova composição da Câmara de Vereadores de Palmas, ao que tudo indica, o prefeito Amastha terá, novamente, a maioria dos componentes na sua base de sustentação. A sra. será um desses membros?
Sim, participarei da bancada de apoio ao prefeito a partir de 2017. Acredito que o próprio prefeito esteja articulando para ter a maioria de votos, de forma a aprovar os projetos de sua autoria em favor da comunidade palmense.

O PSL conseguiu eleger dois vereadores; além de mim, o Gerson da Mil Coisas. Já fizemos tratativas para fazermos juntos uma boa representação da população palmense junto ao parlamento municipal. Caso haja convergência de nomes entre os pares, o PSL poderá até mesmo assumir a presidência daquela casa legislativa. Por que não? Tudo depende de conversações e acertos, porém, o mais importante para nós do PSL é apresentarmos e votarmos bons projetos que beneficiem e interessem à população dessa cidade.

Na busca pelo voto certamente a sra. andou pelos mais longínquos bairros e pode experimentar o sentimento das ruas. Quais são as reivindicações mais preponderantes que a sra. viu e ouviu? Quais as soluções imediatas?
Uma das reclamações mais persistentes foi em relação ao estacionamento rotativo no centro da cidade. A população entende como necessário, mas não admite a ausência de carência. A forma como foi regulamentado está equivocada e cabe a nós, vereadores eleitos, rediscutir e rever essa questão, visto que os cidadãos estão insatisfeitos.

Andando pela região sul, também ouvi lamentos acerca da falta de asfalto. Contudo, muitas dessas áreas não estão regulamentadas e, por tal razão, muitas vezes expliquei àquelas comunidades, que aquelas localidades não poderiam receber investimentos públicos enquanto não houvesse a regularização fundiária daqueles setores.

Outra reivindicação latente foi a falta de segurança. Muitos assaltos à luz do dia, além do exagerado consumo de drogas, que acaba por gerar violência também. É necessária a união de forças entre a Polícia Militar e a Guarda Metropolitana, além de mais investimentos na segurança. Por isso, lutarei na Câmara Municipal para ajudar viabilizar isso.

E quanto a creches e escolas? A população apresentou reivindicações acerca desses gargalos?
Sim, esse é um dos temas mais debatidos nas reuniões políticas que fizemos. Há algumas unidades, porém, são insuficientes para atender o tamanho do contingente populacional, principalmente no jardim Taquari e setor Bela Vista, este último conta apenas com uma creche. São muitas crianças na fila, aguardando vagas. É uma questão que precisamos debater e lutar para viabilizar mecanismos para ajudar essas famílias.

E quanto ao transporte coletivo, quais são as prioridades?
Percebi ouvindo o eleitorado que o usuário necessita e quer mais linhas de ônibus nos horários de pico. Eles reivindicam que os terminais tenham, pelo menos, uma infraestrutura melhor com abrigos e banheiros para atendê-los e também aos motoristas que operam o sistema. Estes, enquanto aguardam a próxima viagem, não tem um local adequado para descansar no intervalo intrajornada. Em suma, as pessoas que usam o transporte coletivo querem melhorias das plataformas de embarque e também dos ônibus. Precisamos discutir isso com chefe do poder executivo e também com as concessionárias desse serviço público.

A sra. entende que Taquaralto deveria ter uma subprefeitura?
Eu creio que a instalação do “ResolvePalmas” no Shopping da Cidadania na região sul solucionou a carência que existia por lá e praticamente acabou com o isolamento da região. O secretário atende por lá todos os dias e há vários serviços disponibilizados àquela comunidade, evitando que o cidadão tenha que ir até o centro para resolver suas questões com a prefeitura.

Em nome do Jornal Opção desejo-lhe sucesso nesta nova empreitada e que a sra. faça um bom mandato, honrando os votos que lhe foram concedidos no último pleito.
Quero agradecer primeiramente a Deus, o apoio irrestrito dos meus amigos e familiares e por fim aos meus eleitores, em especial os mais carentes: garis, catadores de latinha, guardadores de veículos, etc. Eles acreditaram que posso fazer a diferença na defesa dos direitos deles na Câmara Municipal. Agradecer também às comunidades religiosas que me apoiaram – católicas e evangélicas – como também aos jovens que reconheceram a importância de ter o primeiro emprego, que muitas vezes eu os ajudei a conseguir. É minha intenção nesta legislatura lutar pelos direitos dos deficientes físicos, autistas e também auxiliar, dentro das possibilidades existentes, a Liga de Combate ao Câncer, uma instituição de caráter social tão importante para a comunidade.

Quero ainda apresentar projetos de incentivo ao esporte, já que sempre participei dessas atividades e também resgatar as escolinhas de futebol nos bairros – masculino e feminino – que ajudam retirar os jovens das ruas e do mundo nocivo das drogas.

Enfim, estou verdadeiramente agradecida pelos mais de 1.800 votos recebidos, obtidos pelo fruto do meu trabalho junto aos mais humildes e não à custa do poder econômico. Quero honrar esses votos com dignidade.

Uma resposta para ““O estacionamento rotativo no centro da cidade precisa ser revisto””

  1. Jheicy Hellen Lopes Cardoso disse:

    Está sim é Mulher Arrojada, Minha Vereadora irá fazer a Diferença na Câmara dos Vereadores.
    Mulher de Garra, e batalhadora… Vai sim honra cada voto recebido.

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