Irmão do deputado Olyntho Neto é preso por coação de testemunhas

Ele já havia sido detido na semana do primeiro turno das eleições ao sair de uma agência bancária com R$ 500 mil em dinheiro

Advogado Luiz Olinto Rotoli Garcia de Oliveira | Foto: Reprodução

O irmão do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), advogado Luiz Olinto Rotoli Garcia de Oliveira, foi preso em Palmas, no último domingo (25/11) mas pela 4ª Delegacia de Polícia de Araguaína, acusado de coação de testemunhas e obstrução da justiça. Rotoli já havia sido detido na semana do primeiro turno das eleições ao sair de uma agência bancária com R$ 500 mil em dinheiro.

Conforme a PC, a prisão do irmão de Olytnho Neto se deu em razão da 2ª fase da Operação Expurgo, deflagrada no sábado (24), com o cumprimento da busca e apreensão na Fazenda Caeté, no município de Wanderlândia, de propriedade da família Olinto. No local foi constatada a presença de diversos resíduos de origem hospitalar, enterrados dentro da área da propriedade rural, em desacordo com as exigências legais e regulamentares.

Conforme nota à imprensa, durante as investigações, apurou-se que Luiz Olinto, logo após a divulgação do depósito clandestino de lixo hospitalar no Distrito Agroindustrial de Araguaína (Daiara), interferiu diretamente no trabalho da Polícia Civil, “influenciando testemunhas e destruindo provas, inclusive financiando a fuga dos dois motoristas da empresa” e da investigada Ludmila Andrade de Paula, considerada “peça chave” na engrenagem do esquema criminoso.

Além disso, a Polícia Civil apurou que Luiz Olinto teria sido o mentor da tentativa de retirada do material encontrado no Daiara logo após a primeira ação de fiscalização empreendida no local por agentes da Vigilância Sanitária, Defesa Civil e Secretaria Municipal do Meio Ambiente, quando então o pai dele, João Olinto, cuja prisão preventiva está decretada, teria impedido a entrada dos agentes no galpão.

Transferência

Na segunda-feira, 26, o juiz plantonista Luiz Otávio de Queiroz Fraz, do Fórum de Palmas, determinou que o advogado Luiz Olinto Rotoli Garcia de Oliveira fosse transferido imediatamente da Casa de Custódia de Palmas para o 1º Batalhão da Polícia Militar do Tocantins.

O magistrado atendeu requerimento feito pela Defesa das Prerrogativas Profissionais dos Advogados, da OAB-TO. Ele chegou a ser recolhido na Casa de Prisão Provisória de Palmas, mas a OAB-TO argumentou que isso não é permitido por seu estatuto, que prevê que, antes de o caso transitado em julgado seja preso em Salão de Estado Maior, “com instalações condignas, assim reconhecida pela OAB, e, na sua falta, em prisão domiciliar”. “Dessa forma, em respeito à atividade profissional exercida pelo acusado, acolho o requerimento”, decidiu o Magistrado.

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