Eduardo Siqueira Campos é conduzido coercitivamente à PF para depoimento

12ª fase da Operação Acrônimo investiga corrupção em licitações do Detran-TO

Eduardo Siqueira Campos, um dos atingidos pela liminar, diz que ainda não teve a oportunidade de se defender e que será fácil provar sua isenção das denúncias | Fernando Leite/Jornal Opção

Eduardo Siqueira Campos, em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Fernando Leite

Dock Jr.

A história se repete. O tsunami de operações da Polícia Federal no Tocantins parece não ter fim. Na manhã desta quarta-feira, 30, um novo episódio. Policiais federais cumprem, neste momento, quatro mandados de condução coercitiva e cinco de busca e apreensão contra suspeitos de cometer irregularidades em licitações do Detran do Tocantins. As atividades integram a 12ª fase da “Operação Acrônimo”, deflagrada em 2015 visando investigar um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação. Os mandados, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Tocantins, estão sendo cumpridos no próprio Estado e também em Brasília.

Esta nova fase da operação é fruto da delação premiada do empresário Benedito Oliveira Neto, o Bené, apontado pela Polícia Federal como o operador financeiro do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).

Nesta fase, entre os alvos da operação estão o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) – que já está na sede da PF prestando depoimento – e o ex-diretor do Detran-TO, coronel Julio Cesar Mamede, que foram citados na delação do empresário do ramo gráfico, Benedito Oliveira. Em seu depoimento, ele disse que pagou propina para o político em 2012, quando o pai de Eduardo, José Wilson Siqueira Campos (sem partido), era governador do Tocantins. O valor teria sido dividido com o militar Mamede.

A propina de R$ 600 mil teria sido entregue a dois funcionários do governo à época. Do total, R$ 450 mil teriam sido divididos entre o diretor do Detran e o então secretário de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos. Em um trecho do depoimento, o delator Bené afirmou que a propina foi referente a um contrato para confeccionar cartilha para educação de trânsito. “Depois das eleições de 2011, foi apresentado um projeto que tramitava no Departamento de Trânsito do Tocantins (Detran) desde 2009, que envolvia o fornecimento de cartilha de educação de trânsito para o ensino fundamental para um projeto de governo. Foi elaborado projeto básico para distribuição desse material em 2012 e 2013”, revelou.

O chefe da Polícia Federal disse que em razão de determinação judicial, não prestará declarações à imprensa sobre a referida operação.

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