Amastha foge da maioria dos debates. Quando vai, é truculento com a população

Nesta semana, atual prefeito foi acusado de fechar portões da Faculdade Católica para impedir que movimentos sociais participassem de debate

Dock Jr. 

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Palmas (Sisemp) realizou, na última terça-feira (20/9), debate visando ouvir as propostas dos candidatos a prefeito da capital e discutir necessidades para melhoria da qualidade de vida do funcionário público.

Contudo, como vem reiteradamente agindo, o prefeito Carlos Amastha (PSB) não compareceu – já havia faltado no debate da Unitins – e foi motivo de críticas pelos candidatos participantes e também pelo líder sindical, Cleiton Pinheiro.

“Um descaso com as demandas do servidor municipal, lamentamos a ausência do candidato Amastha”, disse o presidente da Nova Central Sindical do Tocantins.

O debate contou ainda com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Tocantins. O presidente da OAB, Walter Ohofugi, lançou perguntas aos candidatos sobre caixa 2, o fim das doações de empresas para as campanhas eleitorais, além de aumento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e Imposto Sobre Serviços (ISS).

Os candidatos presentes, Cláudia Lelis (PV), Sargento Aragão (PEN), deputado Zé Roberto (PT) e Raul Filho (PR) foram unânimes em repudiar a política de elevação das tributações aplicadas por Carlos Amastha (PSB).

Além disso, as propostas e benefícios para os servidores municipais como o plano de cargos e carreira, habitação, plano de saúde, previdência, pagamento das progressões e data-base, além da jornada de trabalho, foram os focos da sabatina.

Já na noite de quarta-feira, 21, o debate estava agendado para Faculdade Católica do Tocantins. O atual gestor Amastha – surpreendentemente – compareceu, contudo, após sua entrada no recinto, determinou que a guarda metropolitana lacrasse os portões da instituição de ensino, não permitindo a entrada da militância.

Diante dos protestos, a guarda reagiu com spray de pimenta, o quê causou mais revolta naqueles que foram antidemocraticamente excluídos. “As pessoas estão revoltadas com tamanha falta de respeito com a população. O Amastha mandou fechar os portões. E o pior: foi baixo ao ponto de mandar a guarda metropolitana atacar com spray de pimenta, prejudicando com isso a saúde de várias pessoas, deixando-as jogadas no chão passando mal. Não somos bandidos!” disse revoltada a estudante de engenharia Geovana Pereira Alcantâra.

Veja o vídeo abaixo, no qual os manifestantes gritam “Que papelão! O Amastha mandou fechar o portão”, na porta da Universidade Católica do Tocantins.

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