Há anos, um apelido quase que de forma predestinada foi dado a cidade de Goiânia: Flor do Cerrado. Atualmente, com as artes pulsando nas veias da cidade, não haveria nome mais adequado. Nos últimos anos, galerias e eventos de arte têm surgido na capital, e trazendo consigo acervos milionários.

Só na rua 89, já são três galerias: a Elo, a Legado e a Casa Arte Plena. Descendo para a Praça Cívica pela 84, encontra-se a Cerrado Galeria e um pouco mais adiante, na Jamel Cecílio, pode-se encontrar a Lud Potrich Galeria. Além de tantas outras casas de arte da região Centro-Sul da cidade e, ao norte de Goiânia, encontramos a internacionalmente famosa escola de artes, Sertão Negro.

Além deste crescimento, há os eventos que atendem a população local e trazem turistas. Este ano, somando-se a Bienal, a Feira de Arte Goiás (FARGO) e a movimentação mensal do Museu de Arte de Goiânia (MAG) serão mais de 90 mil pessoas. Inclusive, muitas vindas de outros países, como França, Itália, Estados Unidos e Japão para conhecer a arte que aqui é feita, pensada e vendida.

Os galeristas contam sobre vendas de pinturas que chegam a R$ 400 mil. Além disso, afirmam que a abertura de uma exposição pode chegar a 300 visitantes. A inauguração da galeria Elo, por exemplo, contou com 120 pessoas e tem, em seu acervo, obras que variam entre R$ 300 e R$ 90 mil.

A fim de conhecer mais dos bastidores, da tradição e das expectativas de futuro da arte em Goiás, o Jornal Opção ouviu personagens relevantes do meio.

Galerias de arte em Goiás

Nas ruas do Setor Sul até o Jardim Goiás, há algo de diferente no horizonte, como uma nova silhueta que marca o desenho da cidade. Um movimento que começou há anos para alguns e há dias para outros ganha força: o estabelecimento de galerias de arte na cidade.

Exposições de pinturas, eventos, feiras e convenções têm se tornado cada vez mais comuns. Uma das marcas desse movimento é a nova galeria que nasce na rua 89, a Galeria Elo. Ricardo Massi, idealizador da galeria, explica o nome do estabelecimento que nasce com uma proposta inovadora que junta galeria com bar.

“O nome da galeria é Elo, justamente por ser elo entre o público, a arte e essa experiência que é o bar. É o que a gente pretende com o bar: estreitar esse laço com o artista para que a história dele e a verdade seja acessada”, fala Massi.

Jefferson Castro, também da Galeria Elo, explica sua visão sobre o surgimento do eixo da arte em Goiânia “Eu acredito que aconteceu pelo próprio crescimento da cidade. Goiânia está atraindo muita gente de fora. Está vindo muita gente de São Paulo e Rio, e isso está gerando um movimento, uma necessidade, uma demanda maior por arte especializada”.

O catálogo da galeria Elo conta com artistas de escultura e pintura, vindos de São Paulo capital e interior, de Cuba, do Rio Grande do Sul e Goiás.

Confira os artista presentes no catálogo da galeria e o intervalo de preço das suas obras:

  • Obras de Giulia Bianchi, entre R$ 4 mil e R$ 36,5 mil
  • Obras de Hanz Ronald entre R$ 4 mil e R$ 27 mil
  • Obras de Gui Borsato entre R$ 10 mil e R$ 19 mil
  • Obras de Luciano Maia R$ 15 mil
  • Obras de Caio Cruz entre R$ 4 mil e R$ 32 mil
  • Obras de Ângela OD entre R$ 2 mil e R$ 27 mil
  • Obras de Edel Neno entre R$ 1,5 mil e R$ 14 mil
  • Obras de Fernanda Corsini entre R$ 2,7 mil e R$ 12 mil
  • Obras de Thiá Sguoti entre R$ 6 mil e R$ 8 mil
  • Obras de Luiz Breseghello R$ 3,8 mil e R$ 90 mil
  • Obra de Katiane Francis de R$ 22 mil
  • Obras de Ricardo Massi entre R$ 300 e R$ 40 mil

Veja a escultura de R$ 90 mil, obra mais cara da galeria Elo, que foi feita por Luiz Breseghello, com os materiais aço corten e aço inox nas proporções 285 x 120 x 120 cm:

Legado: arte e arquitetura

Com anos de experiência e uma perspectiva apurada sobre os movimentos artísticos, Simione Evangelista da Galeria Legado, compartilha sua história e a relaciona com o crescimento da arte em Goiás. “Teve muita diferença. Aqui na galeria mesmo, quando eu abri, o lado que era voltado para comercialização de arte era muito menor do que eu faço hoje. A gente vai para cinco anos de galeria e já mais que tripliquei o espaço dedicado à arte e a quantidade de artista”.

“O meu olhar para a arte de uma forma comercial também aumentou muito. E isso vem por conta da resposta das pessoas que eu atendo. Então, elas estão mais interessadas em dispor, em fazer investimento de fato”, acrescenta.

Simione expõe sua visão específica sobre o crescimento do marcado de arte. “Eu acho que as pessoas estão afim de investirem no que é bom. Isso não abraça só o mercado de arte. A gente pega joalheria, marca de alto padrão, luxo mundial, todo mundo trazendo algum tipo de praça para trabalhar dentro do Centro-Oeste”.

Ele conta que trabalha com peças de mobiliário e obras de arte. São mais de 30 artistas com técnicas e estilos variados. As obras da sua galeria chegam a custar R$ 400 mil. Ele conta que muitos clientes chegam indicados por arquitetos e designers, mas que também há colecionadores que procuram peças de temas específicos, como arte erótica e homoafetiva.

Simione Evangelista destaca sobre o mercado de arte em Goiânia | Foto: Fábio Chagas/Jornal Opção

Lud Potrich: 47 anos de história

Ludmila Potrich, da Galeria Lud Potrich, destaca que marca já tem 47 anos de mercado e passa por uma transformação para abrir um espaço para arquitetos. Ela já trabalha há 20 anos sozinha na galeria e apresenta seu ponto de vista sobre o crescimento do mercado da arte em Goiás. “Estamos vendo esse momento novo. A sensação que tenho é que virou uma página e está tudo diferente”.

Ela conta que, recentemente, fechou uma venda de uma pintura de Siron Franco, pintor e escultor modernista goiano, por R$ 68 mil. As proporções do quadro são de 80×90 cm.

Abaixo, veja uma foto da galeria Lud Potrich em reforma. Na parede, é possível ver um quadro no valor de R$ 350 mil da pintora Cristina Canale (proporções 240×190 cm, de 1990). Cristina Canale, nome importante da arte contemporânea, é carioca e tem um ateliê em Berlim (Alemanha).

“Eu falo que tenho um grande interesse na goianidade, nos nossos processos, porque Goiânia tem peculiaridades que nenhum outro mercado tem. Então, dentro disso, eu acho que  teve esse momento de resiliência, de espera, de sacrifício, de dificuldades, para dar o resultado que estamos vendo atualmente”, pontua.

Ludmila também conta que tem projetos para incentivar os jovens a entrar no mercado da arte, como a iniciativa Jovem Colecionador, que vende obras com parcelas a partir de R$ 199. Segundo ela, há uma mostra de arte chamada Hotel 689 voltada para artistas emergentes. Este ano, serão 30 nomes que estarão em exposição na Feira de Artes de Goiás (FARGO) por meio deste projeto.

Em exposição no espaço, há artistas desde grupos jovens, como o coletivo Cuzcuz, até Siron Franco passando por outras referência como Poteiro, Amílcar, Galeno, além de nomes como Pitágoras, Renato Reno, Thelma Alves, Adriana Mendonça e Emiliano.

Galeria Cerrado

Outra representante dessa expansão é a Galeria Cerrado, que já atuava em Brasília e veio para Goiânia. Atualmente está com as exposições O Ser da Pedra, de Paulo Pires, e Vão, de Mateus Dutra. A inauguração reuniu cerca de 300 pessoas e foi apresentado duas abordagens artísticas distintas sob curadoria de Divino Sobral e Débora Duarte.

Enquanto Pires explora a escultura em arenito por meio do desbaste da matéria, revelando formas e tensionando a ideia de rigidez da pedra, Dutra investiga o Cerrado com desenhos e pinturas que articulam memória, paisagem e sobreposições visuais. As mostras ocupam a modernista Galeria Cerrado, adaptada para exposições simultâneas, reforçando o contraste entre presença e vazio, matéria e imagem nas obras dos artistas.

Júlia Mazzutti, que tem formação em arquitetura e é diretora da Galeria Cerrado, explica a expansão para a capital de Goiás. “A arte acaba sendo, assim, o último estágio do luxo. Você tem imóveis, carros, gastronomia. Tudo isso Goiânia já recebeu coisas de alto padrão nesses serviços nos últimos anos. A arte ainda não tinha chegado, mas eu entendo que é um movimento natural”, avalia.

Ela também diz as pessoas que acumulam grandes fortunas buscam coleções de arte e que o desenvolvimento do mercado artístico é uma consequência do crescimento econômico.

Além disso, Júlia fala sobre a qualidade dos aristas goianos. “Eu vejo que nós temos um bom histórico de artistas regionais, que trabalham com muita qualidade. Tenho a impressão que isso impulsionou esse crescimento do mercado de arte local.”

Eventos de arte em Goiás

Outras marcas incontestáveis do desenvolvimento do mercado da arte em Goiás são: a chegada da Bienal na capital e o estabelecimento da Feira de Arte Goiás (FARGO). Isabela Junqueira, supervisora do educativo da Bienal, afirma que a participação do público é heterogênea.

“Este ano, foram mais de 32 mil pessoas visitando o evento. Nos dez dias finais, o ritmo de visitantes atingiu mil pessoas por dia”, conta.

Ela fala sobre as dificuldades enfrentadas pelos artistas dentro do mercado goiano. “Eu sinto que ainda existem desafios na formação artística e na qualificação profissional. A universidade sozinha acaba não dando conta. A classe artística tem se organizado, mas o movimento ainda é pequeno. É um movimento feito muitas vezes entre amigos”.

“Acho que o mercado e o consumo de arte dependem da frequência e do acesso das pessoas à produção artística. Elas vão consumir e o mercado vai crescer na medida em que consumirem mais”.

Sandro Torres, idealizador da FARGO, conta que o Brasil tem voltado os olhos para o Centro-Oeste e isso tem ajuda no desenvolvimento do mercado.” Claro que esse crescimento também aconteceu em função das pessoas interessadas nessa pujança do agro e do dinheiro que o setor movimenta. O orçamento que está circulando por aqui. Temos novelas, séries e muitos outros materiais retratando isso. Tudo olhando para o Centro-Oeste”.

O artista explica como isso influencia no mercado da arte. “Onde tem movimentações financeiras, as operações com a arte passam a acontecer com mais naturalidade, porque a arte é um símbolo de status também. Então, quer dizer, a pessoa tem tudo que o dinheiro pode comprar”.

Em 2019 e 2020, a feira não foi realizada por conta da pandemia de Covid-19. O primeiro pico de público em 2021 aconteceu porque foi considerado o público virtual. A partir dai, o gráfico é representado por participantes que foram presencialmente ao evento, sendo o público de:

  • 2022 – 6 mil participantes
  • 2023 – 15 mil participantes
  • 2024 – 15 mil participantes
  • 2025 – 25 mil participantes

A expectativa é que 2026 é que o publico ultrapasse os 30 mil visitantes.

Sandro diz que, nos últimos 10 anos. a cena artística se transformou profundamente e que a feira tem grande influência nesse movimento. “Isso é fruto de um movimento que está sendo desencadeado, não só pela FARGO, mas em função do Sertão Negro, dos salões de arte e do Salão Anapolino de Arte, que trouxe muita gente para o Centro-Oeste e também para Goiás”.

Museu de Arte Goiana

Outro espaço de relevância ímpar para a arte goiana é o Museu de Arte de Goiânia (MAG). Antônio da Mata fala sobre a sua perspectiva enquanto gerente da instituição. “Sempre tem mercado para arte; ela nunca deixa de ter um interessado. Uma hora ela está mais pulsante, outra hora ela está menos, mas sempre tem mercado. Também depende do artista, depende da intenção de quem compra”

Antônio explica que a arte comercial tem muitas formas de acontecer: alguns compram como investimento, outras por contemplação, ou coleção. Também fala como são as seleções dos artistas que expõem no museu. “Os editais abrem de ano em ano. Normalmente, abre em junho e fecha em agosto e é feita uma seleção. Nós recebemos normalmente 12 exposições por ano”.

Ele também nos conta que o museu recebe dois mil visitantes por mês que vem de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, além de outros países como França, Itália, EUA e Japão.

Perfil dos clientes e artistas

Sobre o perfil dos clientes, os galeristas explicam que existem diferentes categorias. Há aqueles que vem indicados por decoradores, arquitetos e designers que buscam, principalmente, decorar a casa. Estes últimos procuram qualidade estética, capacidade de ornamentação e tem seus gostos particulares.

Mas, é claro, que existem os colecionadores. “O trabalho não é tão comercial, ele pode ter outros temas, pode ter arte erótica, pode ter arte homoafetiva, pode ter outras causas que a gente abraça hoje, que são todas as pautas. A gente tem N formas de comercializar de acordo com o recorte de cada coleção”, destaca Simione Evangelista, da Galeria Legado.

Sandro Torres pontua que existem os investidores que compram esperando uma valorização do quadro. “É uma forma de guardar dinheiro e de fazer sucessão desse dinheiro. É uma forma mais compacta e até aprazível de guardar. Ao invés de guardar em uma mala de dinheiro, você guarda um quadro”.

Ludmila faz um alerta para quem planeja investir por meio do mercado da arte. Ela afirma que, para buscar valorização dos quadros, é preciso saber muito e fazer uma compra certeira ou comprar “na barganha”.

Por outro lado, Ricardo Massi fala sobre uma nova proposta que a Galeria Elo traz. “Isso ajuda a quebrar o paradigma que eu acho que existe da pessoa bater na porta da galeria e ficar meio receosa: ‘Eu vou ter que comprar?’. Tem todo aquele rito de colocar a arte em um pedestal inalcançável e que estamos tentando quebrar”.

“A pessoa vai se relacionar melhor com aquela arte e vai se sentir mais pertencente. Por isso, ela vai fazer realmente sentido; não é só uma dona, não é só uma decoração”, destaca

Números da FARGO 2026

Sandro Torres apresentou números sobre a FARGO. Em 2025, foram 33 expositores, com mais de 1.200 obras e mais de 20 mil visitantes ao longo do evento. Para este ano, as expectativas são de “50 espaços entre galerias, espaços independentes e institucionais. São esperados 35 mil visitantes em cinco dias de feira. Só de São Paulo serão nove galerias, além de Brasília, Rio de Janeiro e Goiás. Estima-se que serão movimentados mais de R$ 8 milhões em obras; esse número aumenta considerando o pós-feira”.

Investimentos estaduais na arte e cultura em Goiás

Além das movimentações do mercado privado, a esfera dos investimentos públicos também interfere diretamente no crescimento da arte estadual. O investimento estadual em cultura em Goiás apresentou forte oscilação nos anos iniciais após a pandemia, tanto em volume quanto em capacidade de execução. Em 2019, a Secretaria de Estado da Cultura de Goiás teve R$ 36,94 milhões autorizados e R$ 27,26 milhões liquidados.

Em 2020, já sob impacto da pandemia, o valor autorizado saltou para R$ 100,25 milhões, mas apenas R$ 46,51 milhões foram efetivamente liquidados, evidenciando dificuldades operacionais. Em 2021, houve maior equilíbrio, com R$ 82,17 milhões autorizados e R$ 76,91 milhões executados. Já em 2022, os valores recuaram para R$ 32,39 milhões autorizados e R$ 29,56 milhões liquidados.

A partir de 2023, inicia-se uma retomada mais consistente, quando R$ 76,59 milhões foram autorizados e R$ 33,43 milhões foram liquidados. Em 2024, o Estado alcança um dos melhores desempenhos da série, com R$ 89,12 milhões autorizados e R$ 82,12 milhões efetivamente liquidados, indicando maior eficiência na execução orçamentária.

Paralelamente, a Lei Orçamentária Anual (LOA) também cresceu, com R$ 34,03 milhões previstos para a Secult em 2023 e R$ 37,03 milhões em 2024, além de R$ 24,63 milhões destinados ao Fundo de Arte e Cultura de Goiás neste último ano.

O FAC reflete a evolução da capacidade de execução. A taxa de liquidação foi de 4,53% em 2019; 6,83% em 2020; 39,91% em 2021; 26,49% em 2022; 60,6% em 2023, e 82,4% em 2024. Esse avanço demonstra a superação gradual de entraves administrativos e a consolidação dos mecanismos de fomento.

Além do orçamento direto, o Estado fortaleceu instrumentos próprios, como o Programa Goyazes, com cerca de R$ 39,9 milhões em 2024 e R$ 40 milhões em 2025, e o FAC 2025, com R$ 9,2 milhões em execução. Esses mecanismos se somam aos repasses federais, ampliando significativamente a capacidade de investimento.

Na prática, esse conjunto de recursos permitiu não apenas a manutenção de grandes eventos culturais, mas também a ampliação de uma rede mais difusa de financiamento, contemplando editais, formação, circulação artística, patrimônio e produção independente. Assim, Goiás passa de um modelo instável e concentrado para uma política cultural mais robusta, com maior capilaridade territorial e tendência de consolidação até 2027, desde que mantido o atual nível de execução e articulação entre Estado e União.

Conselhos para futuros artistas

Por fim, pedimos conselhos aos entrevistados para novos artistas. A resposta unânime foi que é necessário estudar, especializar-se em um estilo e insistir até conquistar resultados.

Antônio da Mata — “Para que você tenha esse gabarito com a arte, é necessário estudar muito e trabalhar para ter técnica refinada, fazer coisas que agradem as pessoas e que sejam realmente novidade. Arrumar o estilo. Você tem que ter um estilo para convencer as pessoas nessa penetração do mercado.”

Simione Evangelista — “A pessoa que quer começar a trabalhar com arte, viver de arte de fato, precisa ter calma, paciência e muita resiliência, porque o mercado é muito complicado. Você tem que se institucionalizar, eu acredito. Tem que entender que precisa entrar no eixo dos curadores importantes, em grandes residências, estar em coletivas, em exposições importantes e afinar o olhar.”

Ludmila Potrich — “A pessoa tem que ter algo a dizer. Porque olhar para uma tela em branco e, ano após ano, preenchê-la com algo novo não é fácil. É uma repetição para ir levando à perfeição. Mas eu acho que as pessoas precisam estudar. Estudar é muito importante.”

Júlia Mazzuti — “Estudem, não só formalmente, universidade e tudo mais, mas também se inteirem sobre o mercado. Então, estar sempre visitando galerias, museus, exposições, feiras, que eu acho que é a melhor forma de estar por dentro do que está acontecendo, das temáticas do mundo e do mercado da arte, e poder se inserir da melhor forma.”

Sandro Torres — “Não vejo fórmula mágica. É muito trabalho, ficar atento aos detalhes, procurar seus semelhantes e tentar se cercar de gente melhor do que você, naturalmente, que te sirva como bom exemplo. É procurar profissionais generosos, que vão te passar informações, que não vão te sonegar, ou fazer formações acadêmicas.”

Isabela Junqueira encerra com uma metáfora para quem quer se aproximar da arte, mas ainda não o fez. “É igual ao jiló: a gente precisa comer mais de uma vez, em mais de uma época da vida, para aprender a gostar.”

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